Rio - O Fogo Cruzado mapeou, em junho, 261 tiroteios/disparos de arma de fogo na Região Metropolitana do Rio, e obteve o segundo menor índice registrado desde que a plataforma foi criada, em julho de 2016, ficando atrás somente de dezembro de 2016, quando 197 tiroteios/disparos de arma de fogo foram contabilizados. Em comparação com junho de 2019, com 667 tiros, este mês teve queda de 61% na quantidade de tiroteios/disparos, como mostra levantamento obtido por O DIA. Ao todo, 75 pessoas foram baleadas - destas, 41 morreram. Já em junho de 2019, houve 224 baleados, sendo 109 mortos e 115 feridos. Este mês apresentou queda de 67% no número de baleados (soma de mortos e feridos).
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A participação dos agentes de segurança nos tiros também teve queda de 76% este mês: foram 42 casos em junho de 2020, e 173 no mesmo período de 2019. No total, 41 pessoas foram baleadas em situações com a presença de agentes este mês, destas 16 morreram. Número de vítimas é 73% menor que o registrado em junho de 2019, quando 154 pessoas foram baleadas (sendo 64 mortas e 90 feridas).
A queda nos índices acontece no mesmo mês em que o Supremo Tribunal Federal (STF) concedeu uma liminar para que operações policiais sejam suspensas dentro de favelas do Rio enquanto houver pandemia pelo novo coronavírus.
Veja mais alguns detalhes sobre a violência armada no Grande Rio em junho:
O Rio de Janeiro, com 161 registros, concentrou 62% dos tiroteios na Região Metropolitana do Rio este mês (261). São Gonçalo (33), Duque de Caxias (18), Belford Roxo (11) e Nova Iguaçu (10) vieram em seguida entre os 5 municípios com mais tiros. A capital fluminense também teve o maior número de baleados, foram 24 este mês.
Em comparação com maio, que teve 505 tiroteio/disparos de arma de fogo, junho, com 261, teve queda de 48% nos registros. Houve queda de 56% também no número de baleados: foram 75 (41 mortos e 34 feridos) em junho, e 169 (93 mortos e 76 feridos) no mês anterior.
Entre os bairros da Região Metropolitana, a Vila Kennedy teve mais tiros, foram 22 este mês. Em seguida, vem Pacheco, em São Gonçalo (12), Cordovil (10), Complexo do Alemão (8) e Vicente de Carvalho (8).
Em junho, houve 26 tiroteios/disparos de arma de fogo em áreas com Unidade de Polícia Pacificadora (UPP).
O Complexo do Alemão (8), Rocinha (5), Chapéu Mangueira/Babilônia (2), Andaraí (2) e Barreira do Vasco/Tuiutí (2) foram as áreas com mais registros. Em segundo lugar no ranking com mais tiros, a Rocinha teve três baleados, sendo a única área de UPP com pessoas atingidas por tiros este mês.
Com 93 tiroteios/disparos de arma de fogo, a Zona Norte do Rio concentrou 36% dos tiroteios no Grande Rio em junho (261). Na sequência, vem Baixada Fluminense (56), Zona Oeste (49), Leste Metropolitano (44), Zona Sul (10) e Centro (9). Na segun ram. No mesmo período do ano passado, uma criança, quatro adolescentes e dois idosos foram baleados: destes, a criança, três adolescentes e um idoso morreram. Entre as vítimas está Kauã Vítor da Silva, de 11 anos, que foi morto ao ser atingido por um disparo acidental na cabeça, no dia 25, no Complexo da Maré, Zona Norte da cidade.
No acumulado do ano - de janeiro até junho -, houve 2.545 tiroteios/disparos de arma de fogo na região metropolitana do Rio. Ao todo, 1.021 pessoas foram baleadas - destas, 508 morreram e 513 ficaram feridas. Em comparação com o mesmo período de 2019, quando houve 4.174 tiroteios/disparos que deixaram 1.513 pessoas baleadas - sendo 779 mortas e 734 feridas -, este ano teve queda de 39% nos tiroteios e de 32,5% na quantidade de baleados.
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Fonte: O Dia.