Quinta- feira - 11:02 - Royalties: Campos recebe R$ 17,841 milhões, alta de 81,4%. Veja Abaixo
Repasse anterior do município foi de R$ 9,83 milhões
Os municípios produtores de petróleo vão receber royalties nesta quarta (22) com elevação média de 40,3% a 142,4% sobre os repasses feitos em junho. A alta se dá em uma conjunção favorável de fatores como câmbio e cotação do barril no mês de referência (maio), com uma certa estabilidade de produção.
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Campos (RJ), por exemplo, irá receber R$ 17,841 milhões (+81,4%), contra o repasse anterior de R$ 9,83 milhões. Apesar da alta, é o terceiro menor repasse de royalties nos últimos 16 anos. O valor referente a junho também representa uma redução de 49,11% em relação ao mesmo mês do ano passado, quando o município recebeu R$ 34.994.719. Entre royalties e Participação Especial (PE), Campos já acumula perdas de mais de R$ 150 milhões somente este ano.
No Norte Fluminense, São João da Barra recebe com alta de + 78,7%, com R$ 5,75 milhões, contra repasse anterior de R$ 3,22 milhões; Macaé fica com R$ 33,9 milhões (+53,3%), contra royalties anterior de R$ 22,11 milhões; Cabo Frio arrecada +142,4% a mais, com R$ 9,59 milhões contra R$ 3,95 milhões do último pagamento. Arraial do Cabo arrecada R$ 6,01 milhões (+129,8%), contra R$ 2,61 milhões de junho; e Casimiro de Abreu, R$ 3,57 milhões (+92,7%) contra R$ 1,85 milhões de junho.
O pesquisador na área, Wellington Abreu, e superintendente de Petróleo de São João da Barra, cita que o repasse de julho é uma “reação ao pior repasse dos últimos 14 anos que foi junho”. Ele expõe com clareza que essa reação se deu a um mix composto pela recuperação do preço do barril Brent do petróleo, que teve mínima recorde de US 15 subiu e foi à máxima de U$ 36, com o câmbio saindo de R$ 5,20 para R$ 5,92.
Sobre a produção, em que se fixa também a equação do cálculo dos royalties, um pequeno ajuste também ajudou a compor para cima o preço: em maio a queda, em função dos efeitos da pandemia do Covid-19, foi de 6,5% com a produção interrompida em 34 campos, com 60 instalações paralisadas. Em abril, foram 38 campos e 66 instalações paradas.
Wellington analisa: “Há detalhes pontuais para três municípios com repasses adversos por demandas judiciais. Araruama que parou de receber uma demanda de enquadramento retroativo e Cabo Frio e Arraial do Cabo que começaram a receber duas demandas ganhas mês passado”.
Para Wellington, “houve alta, mas não recuperação das perdas acumuladas”. Ele explica que em agosto pode ocorrer nova pequena reação, mas sem retomar ao patamar de março, pré-pandemia. “É um momento de muita cautela e modo sobrevivência ativo, visto que só uma vacina pode retomar a demanda anterior”.
E, complementa o pesquisador:
– O Pré-Sal já alcança 70% da produção nacional e Búzios concentra os maiores investimentos, ultrapassando em breve o Campo de Lula. E o detalhe é que está sob regime de cessão onerosa e não paga Participação Especial. O preço do petróleo tem se mantido na margem dos U$ 40, desde maio com à intervenção da OPEP, mas pode piorar a qualquer instante. A crise mundial vem mudando tudo e o ano de 2020 está sendo dificílimo quanto ao aspecto econômico, sanitário. Uma prova de f nua após a publicidade:
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Campos (RJ), por exemplo, irá receber R$ 17,841 milhões (+81,4%), contra o repasse anterior de R$ 9,83 milhões. Apesar da alta, é o terceiro menor repasse de royalties nos últimos 16 anos. O valor referente a junho também representa uma redução de 49,11% em relação ao mesmo mês do ano passado, quando o município recebeu R$ 34.994.719. Entre royalties e Participação Especial (PE), Campos já acumula perdas de mais de R$ 150 milhões somente este ano.
No Norte Fluminense, São João da Barra recebe com alta de + 78,7%, com R$ 5,75 milhões, contra repasse anterior de R$ 3,22 milhões; Macaé fica com R$ 33,9 milhões (+53,3%), contra royalties anterior de R$ 22,11 milhões; Cabo Frio arrecada +142,4% a mais, com R$ 9,59 milhões contra R$ 3,95 milhões do último pagamento. Arraial do Cabo arrecada R$ 6,01 milhões (+129,8%), contra R$ 2,61 milhões de junho; e Casimiro de Abreu, R$ 3,57 milhões (+92,7%) contra R$ 1,85 milhões de junho.
O pesquisador na área, Wellington Abreu, e superintendente de Petróleo de São João da Barra, cita que o repasse de julho é uma “reação ao pior repasse dos últimos 14 anos que foi junho”. Ele expõe com clareza que essa reação se deu a um mix composto pela recuperação do preço do barril Brent do petróleo, que teve mínima recorde de US 15 subiu e foi à máxima de U$ 36, com o câmbio saindo de R$ 5,20 para R$ 5,92.
Sobre a produção, em que se fixa também a equação do cálculo dos royalties, um pequeno ajuste também ajudou a compor para cima o preço: em maio a queda, em função dos efeitos da pandemia do Covid-19, foi de 6,5% com a produção interrompida em 34 campos, com 60 instalações paralisadas. Em abril, foram 38 campos e 66 instalações paradas.
Wellington analisa: “Há detalhes pontuais para três municípios com repasses adversos por demandas judiciais. Araruama que parou de receber uma demanda de enquadramento retroativo e Cabo Frio e Arraial do Cabo que começaram a receber duas demandas ganhas mês passado”.
Para Wellington, “houve alta, mas não recuperação das perdas acumuladas”. Ele explica que em agosto pode ocorrer nova pequena reação, mas sem retomar ao patamar de março, pré-pandemia. “É um momento de muita cautela e modo sobrevivência ativo, visto que só uma vacina pode retomar a demanda anterior”.
E, complementa o pesquisador:
– O Pré-Sal já alcança 70% da produção nacional e Búzios concentra os maiores investimentos, ultrapassando em breve o Campo de Lula. E o detalhe é que está sob regime de cessão onerosa e não paga Participação Especial. O preço do petróleo tem se mantido na margem dos U$ 40, desde maio com à intervenção da OPEP, mas pode piorar a qualquer instante. A crise mundial vem mudando tudo e o ano de 2020 está sendo dificílimo quanto ao aspecto econômico, sanitário. Uma prova de fogo para os administradores públicos municipais e ainda não vemos uma recuperação sem vacina. O momento é de conter gastos e de despesas somente fundamentais, e sigamos acompanhando com cautela.
Fonte: Fator Econômico