Sexta-Feira - 21:22- Vereadores cobram do governo Rafael Diniz soluções que nunca chegam. Veja Abaixo

24 de julho de 2020 · AM · Notícias em Geral

Creches e UBS fechadas, pacientes renais sem assistência, servidores RPAs sofrendo, falta de ações na Educação, falta de testagem em massa de infectados com coronavírus, entre outros

No mesmo dia em que o município de Campos viu entrar R$ 17,8 milhões de royalties do mês deste mês em sua conta (81,4% a mais do que o repasse de junho), o prefeito Rafael Diniz (Cidadania) recebeu uma enxurrada de críticas na sessão virtual ordinária desta quinta-feira(23) na Câmara de Vereadores. “Descaso” e “abandono” foram as expressões mais utilizadas pelos vereadores para definir a situação do município nas diferentes áreas, como creches e UBS fechadas, pacientes renais sem assistência, servidores RPAs sofrendo, falta de ações na Educação, falta de testagem em massa de infectados com coronavírus, entre outros.

O alto índice de letalidade nas estatísticas de óbitos entre pacientes da Covid-19, por ausência de tratamento precoce nas pessoas contaminadas, na avaliação do vereador Eduardo Crespo (PL), se soma a outros problemas que se arrastam sem solução.

 

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Além das UBS fechadas, as creches que continuam também com suas atividades paralisadas e prejudicado as mães campistas, incluindo as servidoras públicas municipais que vieram da licença-maternidade.

“Com as creches fechadas, as mães não sabem o que fazer. No caso das mães servidoras públicas municipais, elas têm levado suas crianças recém nascidas para o serviço com risco de contaminação. Como quem elas vão deixar suas crianças? Peço ao governo que, se elas tiverem direito a férias ou licença-prêmio, que se busque uma solução como essa”, apelou o Ivan Machado (PDT).

O vereador disse ter cinco projetos visando amenizar os efeitos da Covid no município, incluindo a suspensão temporária da biometria como ponto de freqüência nos estabelecimentos públicos e privados. “É um fator de contaminação. O trabalhador toca diariamente na superfície do equipamento, às vezes demora um pouco, se forma uma fila. É um problema sério que deveria ter atenção de nós e do governo”.

A interrupção das atividades nas unidades de saúde tem causado também preocupação nos munícipes. “O Centro de Tratamento da Mulher, no Centro, continua sem atender. Estou fazendo tratamento da mama, tenho passado por lá todas as semanas, mas encontro tudo fechado. Isso é uma pouca vergonha”, disse corretora Conceição Silva.

O governo também tem falhado com os pacientes renais. “Os doentes renais estão sem as ambulâncias. Como fica essa gente sem transporte para fazer suas sessões de hemodiálise? Estas pessoas estão sofrendo, o caso é muito sério. Uma pessoa, a Edilene, o problema dela é mui ções na Educação, falta de testagem em massa de infectados com coronavírus, entre outros


No mesmo dia em que o município de Campos viu entrar R$ 17,8 milhões de royalties do mês deste mês em sua conta (81,4% a mais do que o repasse de junho), o prefeito Rafael Diniz (Cidadania) recebeu uma enxurrada de críticas na sessão virtual ordinária desta quinta-feira(23) na Câmara de Vereadores. “Descaso” e “abandono” foram as expressões mais utilizadas pelos vereadores para definir a situação do município nas diferentes áreas, como creches e UBS fechadas, pacientes renais sem assistência, servidores RPAs sofrendo, falta de ações na Educação, falta de testagem em massa de infectados com coronavírus, entre outros.

O alto índice de letalidade nas estatísticas de óbitos entre pacientes da Covid-19, por ausência de tratamento precoce nas pessoas contaminadas, na avaliação do vereador Eduardo Crespo (PL), se soma a outros problemas que se arrastam sem solução.

 

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Além das UBS fechadas, as creches que continuam também com suas atividades paralisadas e prejudicado as mães campistas, incluindo as servidoras públicas municipais que vieram da licença-maternidade.

“Com as creches fechadas, as mães não sabem o que fazer. No caso das mães servidoras públicas municipais, elas têm levado suas crianças recém nascidas para o serviço com risco de contaminação. Como quem elas vão deixar suas crianças? Peço ao governo que, se elas tiverem direito a férias ou licença-prêmio, que se busque uma solução como essa”, apelou o Ivan Machado (PDT).

O vereador disse ter cinco projetos visando amenizar os efeitos da Covid no município, incluindo a suspensão temporária da biometria como ponto de freqüência nos estabelecimentos públicos e privados. “É um fator de contaminação. O trabalhador toca diariamente na superfície do equipamento, às vezes demora um pouco, se forma uma fila. É um problema sério que deveria ter atenção de nós e do governo”.

A interrupção das atividades nas unidades de saúde tem causado também preocupação nos munícipes. “O Centro de Tratamento da Mulher, no Centro, continua sem atender. Estou fazendo tratamento da mama, tenho passado por lá todas as semanas, mas encontro tudo fechado. Isso é uma pouca vergonha”, disse corretora Conceição Silva.

O governo também tem falhado com os pacientes renais. “Os doentes renais estão sem as ambulâncias. Como fica essa gente sem transporte para fazer suas sessões de hemodiálise? Estas pessoas estão sofrendo, o caso é muito sério. Uma pessoa, a Edilene, o problema dela é muito sério. E o pai tem que levá-la de bicicleta. Uma outra, a Daniela, que mora no Jockey, que é deficiente visual, tem que pegar um ônibus. São pessoas precisando de tratamento, sem transporte. Eu imploro ao governo que possa amenizar o sofrimento destas pessoas que estão padecendo no município inteiro, isso é o cúmulo do absurdo”, denunciou o também Arantes.

IGOR PEREIRA - Já o vereador Igor Pereira (SD ) voltou a cobrar do Executivo uma solução para os trabalhadores sob o regime de RPA (Recibo de Pagamento de Autônomo).

"Nós vereadores precisamos ter uma resposta definitiva para drama dos RPAs. E a situação das diretoras de escolas, que continuam trabalhando mesmo nesta pandemia, com suas rotinas administrativas, como a distribuição dos kits alimentação dos alunos? Vamos falar de orçamento: desde março o governo não vem pagando o correspondente ao empréstimo por conta de uma decisão judicial. Campos acaba de receber R$ 17,8 milhões de royalties, 81% a mais do que o repasse do mês passado. A prefeitura acaba de receber R$ 25 milhões de reforço emergencial do governo federal, um recurso que não era esperado. Será que com esses recursos já não é momento de nós vereadores termos uma resposta? precisamos mostrar a força deste Parlamento. Vamos parar de vaidades, gente. O município de Campos está acima de qualquer divergência política. Até porque há pessoas entre essas que estão passando fome com este descaso!"

JOSIANE MORUMBI - A falta de ações na Educação durante o período de pandemia é outra falha do governo municipal, problema apontado pela vereadora Josiane Morumbi (Pros). Ao contrário do que tem feito outros municípios com aulas online e outros afazeres de casa para os alunos. “A educação de Campos anda na contramão do que acontece em outros municípios. Me entristece muito esse abandono com nossos alunos que não tem o que fazer em casa. São inúmeras as reclamações das mães que não sabem mais o que fazer para motivar filhos em casa com atividades educativas ou pedagógicas”, afirmou.

A vereadora manifestou “repúdio” a alguns secretários municipais. “Eu repudio o comportamento de alguns secretários não nos responde, especialmente a de Educação e o IMTT (Instituto Municipal de Trânsito e Transportes). Aqui os vereadores só obtêm informações se judicializar. Se não entrarem na Justiça, não têm resposta. Eu queria que eles nos respeitassem como representantes do povo. Não peço aqui nada para mim, mas para a população”.

INADIMPLÊNCIA - Eduardo Crespo ainda apelou para que o governo resolva o problema da inadimplência com prestadores de serviço na Baixada Campista. “A prefeitura iniciou parceria com a Prefeitura de Quissamã para um serviço de dragagem de importância fundamental para os pescadores, mas ficou de arcar com algumas despesas, como combustíveis e uso de trabalhadores, entre outras. Porém, até agora a inadimplência da Codemca (Companhia de Desenvolvimento de Campos) já vai para dois meses”.

 

Fonte: Campos 24 Horas