Quarta-feira - 18:05 - Covid-19: Homem morre após negligência médica em hospital de Rio das Ostras, afirma família. Veja Abaixo

19 de agosto de 2020 · WM · Notícias em Geral

Erickson Moreira, de 32 anos, casado e pai de um menino de pouco mais de 1 ano, morreu após passar por negligência médica no Pronto Socorro de Rio das Ostras, segundo relatos da família.

De acordo com relatos da esposa de Erickson, Fabiana Moreira, ele começou a sentir os primeiros sintomas da Covid-19 no dia 3 de julho e procurou o Pronto Socorro Municipal. Na unidade, Erickson foi atendido e realizou uma tomografia, onde foi constatado que 30% dos pulmões dele estavam comprometidos devido à doença.

 

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O a, o Pronto Socorro de Rio das Ostras afirma que o transporte seria realizado em uma viatura equipada, com acompanhamento médico.


Ainda segundo a esposa, Erickson chegou à unidade de saúde de Niterói com o nível de oxigênio muito baixo. “O médico me informou que foi preciso intubá-lo e fazer manobras médicas para trazer meu marido de volta à vida. Ele falou comigo que a ambulância que fez o transporte não estava devidamente equipada. Isso foi negligência! Transportar o meu marido em uma ambulância que não era adaptada para ele”, lamenta Fabiana.

Erickson acabou não resistindo e morreu quatro dias depois de dar entrada no Hospital de Niterói, no dia 15 de julho.

A advogada da família, Kíssyla Andrade, afirmou que houve descaso médico por parte do Pronto Socorro de Rio das Ostras: “Quando ele saiu de Rio das Ostras, ele já estava na CTI. O mínimo que deveriam ter feito, era conseguido uma unidade de CTI móvel para transferí-lo em segurança. No entanto, além de ser uma ambulância inadequada, faltaram insumos para que ele chegasse ao hospital em segurança”.

Conforme Kíssyla, a autuação não deve ser por homicídio culposo, pois “com todas as negligências, eles assumiram o risco. Juridicamente, trata-se o caso de dolo eventual”.

Tanto a advogada, quanto os familiares não tem dúvidas que Erickson não perdeu a vida para a Covid-19, mas sim para a má administração da saúde pública em Rio das Ostras.

“Falta gestão. A saúde é muito mal avaliada em Rio das Ostras, não tem estrutura, refletindo nos fatos como o do Erickson. Esses problemas acontecem pois não tem EPI’s, testes, leitos e respiradores. Por isso as pessoas são transferidas para outros municípios. E como a frota é sucateada, não tendo equipamentos necessários, acaba ocorrendo essas tragédias. É a segunda vez que um munícipe de Rio das Ostras morre por falta de oxigênio em menos de seis meses”, finaliza a advogada.

Fonte: Macaé Notícias.