Sexta-Feira - 15:15 - Bolsonaro promete auxílio emergencial até dezembro, mas não define valor. Veja Abaixo

21 de agosto de 2020 · AM · Notícias em Geral

Presidente Jair Bolsonaro disse que auxílio emergencial não será definitivo

Em tom de campanha eleitoral, o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) disse hoje que o governo vai prorrogar até dezembro o pagamento do auxílio emergencial, mas não definiu o valor das parcelas. Hoje, elas são de R$ 600 ou R$ 1.200, no caso de mulheres chefes de família. Na prática, Bolsonaro confirmou o que já havia sido anunciado por lideranças do Executivo no Congresso e projetado pela equipe econômica. "Vai ser até dezembro, só não sei o valor. Enquanto for possível, nós o manteremos, mas você começa a ter consciência de que ele não pode ser eterno."
A "promessa" de Bolsonaro ocorreu durante evento de entrega de moradias populares em Ipanguaçu (RN). O presidente pisou no palanque junto a ministros e aliados e foi festejado pelo público presente —uma típica cena de campanha. "O auxílio foi bem-vindo. Infelizmente, não pode ser definitivo. Mas vamos continuar com ele mesmo que seja com valores diferentes até que a economia realmente possa 'pegar' no nosso país."
 

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Auxílio alavancou popularidade do presidente
O benefício foi criado para ajudar trabalhadores informais, desempregados e MEIs (microempreendedores individuais) a enfrentar a crise do coronavírus. Começou com duração de três meses, e depois foram anunciadas duas parcelas extras. O valor de R$ 600 não foi a primeira opção do governo. A equipe econômica havia proposto parcelas de R$ 200, mas o Congresso achou pouco e quis subir o valor para R$ 500. O presidente, então, resolveu conceder R$ 600 mensais.
O auxílio ajudou a levantar a popularidade do presidente, sobretudo na região Nordeste, tradicional reduto petista. Desde então, o governante —que tentará a reeleição em 2022— começou a avaliar junto ao Ministério da Economia a possibilidade de prorrogação. De acordo com os cálculos do governo, o pagamento do auxílio emergencial consome R$ 50 bilhões mensais do Orçamento público.
Elogios ao Congresso
Antes da passagem por Ipanguaçu, Bolsonaro esteve em Mossoró, também no Rio Grande do Norte, para entrega de moradias populares. Em discurso, o presidente mudou o tom em relação ao Congresso e fez um afago a parlamentares. A mudança de postura ocorre depois de ele esbravejar contra o Parlamento em razão da ameaça de derrubada do congelamento de salários de servidores públicos.
O governante se disse grato aos deputados que, na sessão de ontem, reverteram decisão do Senado e selaram a manutenção de um veto presidencial que suspe
Elogios ao Congresso
Antes da passagem por Ipanguaçu, Bolsonaro esteve em Mossoró, também no Rio Grande do Norte, para entrega de moradias populares. Em discurso, o presidente mudou o tom em relação ao Congresso e fez um afago a parlamentares. A mudança de postura ocorre depois de ele esbravejar contra o Parlamento em razão da ameaça de derrubada do congelamento de salários de servidores públicos.
O governante se disse grato aos deputados que, na sessão de ontem, reverteram decisão do Senado e selaram a manutenção de um veto presidencial que suspende reajustes na folha até o fim de 2021. Bolsonaro chegou a chamar os parlamentares de "sócios" e disse que eles estão juntos ao governo em um mesmo "time". "Com o time que temos, sócios no Parlamento, no bom sentido, atingiremos nossos objetivos", disse ele.
"Impossível governar"
Ontem pela manhã, horas antes de virar o jogo no Congresso, Bolsonaro mostrou irritação em conversa com apoiadores na saída do Palácio da Alvorada, a residência oficial, e disse que estava "impossível governar". A revolta do presidente se deu porque, na quarta-feira (19), os senadores votaram pela derrubada do veto —ou seja, eles queriam permitir a concessão de reajustes a algumas categorias do funcionalismo, medida que, de acordo com os argumentos da equipe econômica, seria devastadora para o controle fiscal do país.
No entanto, como se tratava de uma sessão conjunta do Congresso, era necessário consenso entre Senado e Câmara para que a derrubada do veto fosse efetivada. Os deputados fizeram, portanto, o presidente respirar aliviado.
Aglomeração na chegada
A agenda no Nordeste faz parte de uma empreitada bolsonarista com foco na reeleição em 2022. Desde que se recuperou do coronavírus, o chefe do Executivo federal tem percorrido o país para inaugurações de obras públicas e outros compromissos no sentido de divulgar ações do governo. Hoje, a chegada do presidente a Mossoró ficou marcada por uma aglomeração de apoiadores. Sem máscara, Bolsonaro se aproximou em alguns momentos dos apoiadores, que o esperavam no aeroporto. As imagens foram publicadas pelo canal oficial do Youtube do presidente.
Fonte: Uol