Sexta-feira - 15:35 - GSI nega que Abin tenha sido usada para orientar defesa de Flávio Bolsonaro. Veja abaixo

11 de dezembro de 2020 · WM · Notícias em Geral

A Agência Brasileira de Inteligência (Abin) produziu ao menos dois relatórios com informações ao senador Flávio Bolsonaro (Republicanos-RJ), filho do presidente Jair Bolsonaro, e seus advogados sobre o que deveria ser feito para obter documentos que poderiam anular a investigação do "caso das rachadinha', segundo matéria publicada nesta sexta pela Revista Época. O Gabinete de Segurança Institucional (GSI), porém, negou que tenha utilizado a Abin para orientar a defesa de Flávio Bolsonaro, nas investigações de suposto esquema de corrupção conhecido como "rachadinha".

"As acusações são desprovidas de veracidade, se valem de falsas narrativas e abordam supostos documentos, que não foram produzidos pela Agência Brasileira de Inteligência", diz a nota do GSI desta sexta-feira, em que o gabinete acusa a revista de tentar "difamar o GSI, a Abin e seus servidores".

O GSI reafirma ainda conteúdo de posicionamento divulgado em outubro, quando negou a primeira das matér eleno, o diretor da Abin, Alexandre Ramagem, e advogados de Flávio.

A equipe de defesa tenta, segundo a Época, dar suporte à tese da existência de uma organização criminosa na Receita Federal que estaria a serviço de levantar informações para relatórios de inteligência financeira do Conselho de Controle de Atividades Econômicas (Coaf).

"O GSI reitera, na íntegra, a Nota à Imprensa, de 23 Out 2020, em que afirmou que não realizou qualquer ação decorrente, por entender que, dentro das suas atribuições legais, não lhe competia qualquer providência a respeito do tema", disse a nota desta sexta.

De acordo com a Época, os relatórios produzidos pela Abin detalham o funcionamento da suposta organização criminosa na Receita Federal (RFB). Para os advogados de Flávio, teria havido um escrutínio ilegal nos dados fiscais de Flávio que teriam fornecido as informações resultantes no inquérito das rachadinhas.

Fonte: Extra