Quinta feira 12:14 - A falta de alimentos para menores em abrigos de Campos preocupa aos profissionais. Veja as informações, fotos e vídeo abaixo

11 de março de 2021 · Vania Ribeiro · Notícias em Geral

Uma operação do Conselho Tutelar de Campos constatou que, pelo menos, três abrigos do município estão sem alimentos básicos para os menores acolhidos. A operação ocorre durante esta quarta-feira (10), após denúncia da Promotoria de Infância e Juventude do Ministério Público, e já fiscalizou três instituições. No total, oito abrigos devem ser vistoriados. Estes locais acolhem bebês, crianças e jovens de zero a 18 anos incompletos. Alguns não têm nem feijão para alimentar os abrigados.

Segundo a conselheira tutelar Geovana Almeida, a situação é delicada. “Essas crianças estão nesses abrigos por questões como falta de alimentação e pobreza em seus antigos lares, que geram outros problemas. Só que eles saem da família e estão passando algo tão semelhante no acolhimento. Então, o que encontramos aqui nos deixa muito entristecidos porque as crianças, além de estarem fora dos seus lares, continuam também sem alimentação aqui, que é uma obrigação do município”, contou.

Ainda segundo ela, um relatório detalhado sobre a situação dos abrigos constatada durante a fiscalização será entregue ao Ministério Público para que providências urgentes sejam tomadas para solucionar o problema.

“Temos acolhimentos que amanhã não terão feijão, que hoje não têm o leite. A gente só quer pedir ao Poder Público que entenda que essas crianças já estão fragilizadas fora de suas famílias e passar por falta de alimentação dentro do acolhimento é deplorável. Ainda hoje vamos entregar um relatório robusto pedindo também à promotoria que atue para que o problema seja resolvido em no máximo de 24 horas, porque barriga de criança não espera”, desabafou a conselheira.

Atualmente, o alimento e material de higiene que ainda restam nestes locais são provenientes de doações da comunidade em geral e dos próprios funcionários.

“Identificamos graves deficiências nos fornecimentos alimentícios, como de leite, arroz e feijão. Graças às doações que esses acolhimentos vêm recebendo por parte da sociedade é que essa alimentação não foi interrompida em sua totalidade”, informou o conselheiro Hugo Pereira.

A Prefeitura de Campos enviou a seguinte nota sobre o assunto:

“De acordo com o Presidente da Fundação Municipal da Infância e Juventude (FMIJ), Igor Pereira, quando assumiu a o cargo em janeiro, encontrou uma situação caótica: os empenhos para as compras de mantimentos que abastecem os acolhimentos institucionais não tinham sido realizados pela administração anterior, automóveis dos Conselhos Tutelares sucateados e muitos outros problemas.

Imediatamente após assumir a FMIJ, o presidente deu entrada no processo definitivo para a compra dos gêneros alimentícios – que, em virtude dos trâmites burocráticos naturais, encontra-se em processo.

Enquanto a licitação definitiva não é concluída, foi realizada uma compra emergencial, que está em fase final, para que não faltasse alimentos às crianças e adolescentes assistidos nestas instituições.
A FMIJ está tomando todas as providências necessárias, num ambiente de transparência e diálogo com todas as instituições”, informou a nota na íntegra.

Terceira Via

SAIBA MAIS...

Abrigo João Viana faz nova campanha de arrecadação de alimentos: vídeo mostra dispensa quase vazia

Uma nova campanha de arrecadação de alimentos foi lançada pelo Hospital Abrigo João Viana nesta terça-feira (9). No vídeo da ação, uma nutricionista mostra a realidade da unidade, que tem atualmente 65 internos e faz um apelo para que a população ajude com itens como arroz, açúcar, biscoito, leite, entre outros.

A profissional conta no vídeo que os pacien ípio estão sem alimentos básicos para os menores acolhidos. A operação ocorre durante esta quarta-feira (10), após denúncia da Promotoria de Infância e Juventude do Ministério Público, e já fiscalizou três instituições. No total, oito abrigos devem ser vistoriados. Estes locais acolhem bebês, crianças e jovens de zero a 18 anos incompletos. Alguns não têm nem feijão para alimentar os abrigados.

Segundo a conselheira tutelar Geovana Almeida, a situação é delicada. “Essas crianças estão nesses abrigos por questões como falta de alimentação e pobreza em seus antigos lares, que geram outros problemas. Só que eles saem da família e estão passando algo tão semelhante no acolhimento. Então, o que encontramos aqui nos deixa muito entristecidos porque as crianças, além de estarem fora dos seus lares, continuam também sem alimentação aqui, que é uma obrigação do município”, contou.

Ainda segundo ela, um relatório detalhado sobre a situação dos abrigos constatada durante a fiscalização será entregue ao Ministério Público para que providências urgentes sejam tomadas para solucionar o problema.

“Temos acolhimentos que amanhã não terão feijão, que hoje não têm o leite. A gente só quer pedir ao Poder Público que entenda que essas crianças já estão fragilizadas fora de suas famílias e passar por falta de alimentação dentro do acolhimento é deplorável. Ainda hoje vamos entregar um relatório robusto pedindo também à promotoria que atue para que o problema seja resolvido em no máximo de 24 horas, porque barriga de criança não espera”, desabafou a conselheira.

Atualmente, o alimento e material de higiene que ainda restam nestes locais são provenientes de doações da comunidade em geral e dos próprios funcionários.

“Identificamos graves deficiências nos fornecimentos alimentícios, como de leite, arroz e feijão. Graças às doações que esses acolhimentos vêm recebendo por parte da sociedade é que essa alimentação não foi interrompida em sua totalidade”, informou o conselheiro Hugo Pereira.

A Prefeitura de Campos enviou a seguinte nota sobre o assunto:

“De acordo com o Presidente da Fundação Municipal da Infância e Juventude (FMIJ), Igor Pereira, quando assumiu a o cargo em janeiro, encontrou uma situação caótica: os empenhos para as compras de mantimentos que abastecem os acolhimentos institucionais não tinham sido realizados pela administração anterior, automóveis dos Conselhos Tutelares sucateados e muitos outros problemas.

Imediatamente após assumir a FMIJ, o presidente deu entrada no processo definitivo para a compra dos gêneros alimentícios – que, em virtude dos trâmites burocráticos naturais, encontra-se em processo.

Enquanto a licitação definitiva não é concluída, foi realizada uma compra emergencial, que está em fase final, para que não faltasse alimentos às crianças e adolescentes assistidos nestas instituições.
A FMIJ está tomando todas as providências necessárias, num ambiente de transparência e diálogo com todas as instituições”, informou a nota na íntegra.

Terceira Via

SAIBA MAIS...

Abrigo João Viana faz nova campanha de arrecadação de alimentos: vídeo mostra dispensa quase vazia

Uma nova campanha de arrecadação de alimentos foi lançada pelo Hospital Abrigo João Viana nesta terça-feira (9). No vídeo da ação, uma nutricionista mostra a realidade da unidade, que tem atualmente 65 internos e faz um apelo para que a população ajude com itens como arroz, açúcar, biscoito, leite, entre outros.

A profissional conta no vídeo que os pacientes têm uma demanda energética muito aumentada, sendo oferecidas cinco refeições diárias, do café da manhã até a ceia. Até a tarde desta terça-feira, a profissional conta que a dispensa contava apenas com cinco quilos de açúcar, e segundo ela, são consumidos de 4 a 5 quilos do item por dia.
'Deixo aberta a campanha, o hospital já recebe ajuda da população, deixo o agradecimento imenso as pessoas costumam nos ajudar. Ainda temos uma necessidade muito grande de ajudar o Hospital João Viana', conta a nutricionista.

Quem tiver o interesse em ajudar pode entrar em contato com o hospital por meio de suas redes sociais (Facebook e Instagram). Também pode ir diretamente na unidade, que fica na rua Machado de Assis, 49, no Parque Rosário ou ligar para o hospital (22) 2723-5629.
ASSISTA AO VÍDEO ABAIXO:

Fonte: Campos 24 Horas