Quinta-Feira - 14:43 - Com agravamento da pandemia, Paes vai discutir 'fechamento completo das coisas', barreiras sanitárias e veto ao turismo. Veja Abaixo
O prefeito Eduardo Paes deve anunciar novas restrições na cidade do Rio de Janeiro nesta sexta-feira, dia 19, após a divulgação de boletim atualizado com dados da Covid-19. Durante a inauguração do Zoológico do município, em São Cristóvão, na Zona Norte, na manhã desta quinta-feira, dia 18, Paes disse, em entrevista, que convocou uma reunião com o Comitê Científico para segunda-feira, dia 22, quando vão analisar os números relacionados ao novo coronavírus. No entanto, em dois momentos, Paes deu a entender que as restrições serão mais fortes: o prefeito disse que vai discutir "a possibilidade de fechamento completo das coisas" e, quando indagado sobre a instalação de barreiras sanitárias e a proibição do turismo, o mandatário destacou que essas medidas podem ser tomadas "a partir das decisões do Comitê Científico".
— Vamos discutir a possibilidade, sim, de fechamento completo das coisas. A primeira medida foi dura demais com bares e restaurantes. Mas, provavelmente, as próximas medidas que vão ser tomadas, depende do comitê científico, vão valer para todos os setores e atividades econômicas. Obviamente, menos para ros essenciais — disse Paes.
Em seu perfil no Twitter, Paes afirmou que vai estabelecer mais restrições. O prefeito anunciou que uma delas será a antecipação dos feriados de abril, mas sem informar quais serão as datas. No próximo mês, além da Semana Santa de 2 a 4, a capital fluminense ainda terá os feriados de 21 (Tiradentes - feriado nacional) e 23 (São Jorge - feriado estadual).
— Como vínhamos prevendo, há o aumento efetivo dos casos. Continuo atento. O decreto da prefeitura vale até segunda-feira, mas eventualmente a gente deve trazer novas restrições amanhã. Na segunda-feira, eu me reúno com o Comitê Científico. Já pedi ao secretário (de Saúde) Daniel Soranz que monitore os dados, para que tenhamos todas as informações necessárias para orientar a decisão do prefeito na eventualidade de aumentarmos as restrições. Não tem decisão tomada, mas vamos trabalhar para preservar vidas. Esse é o propósito — disse o prefeito na coletiva, antes de publicar outras informações no seu Twitter.
O decreto anterior, que passou a valer no dia 5 de março e foi ampliado até a meia-noite de segunda-feira, dia 22. Nele, o horário de funcionamento de bares e restaurantes foi estendido até as 21h. A decisão da Paes ocorreu dias após a prefeitura brigar e conseguir na Justiça uma liminar que obrigasse os estabelecimentos a respeitarem o horário de fechamento às 17h. No primeiro dia do decreto em vigor, os estabelecimentos conseguiram uma decisão judicial que permitia o funcionamento até as 20h. Outra liberação foi de serviços nas praias, incluindo ambulantes fixos e itinerantes, até as 17h, o que estava proibido no último decreto.
Paes conversou com o governador do Rio, Cláudio Castro, na quarta-feira, após o estado anunciar que manterá medidas de restrições por mais uma semana. Paes informou ainda que os hospitais da capital fluminense vão continuar recebendo pacientes de outros lugares, sem distinção.
— Ontem, eu conversei com o governador Claudio Castro e disse a ele que, para que uma cidade como o Rio tome medidas, deve-se ter um apoio federal e estadual. A cidade do Rio vai tomar suas decisões, mas sempre debatendo com o estado, no que aqui eu vou chamar de "solidariedade metropolitana". Ontem, vi que boa parte das esperas vem de outras cidades da Região Metropolitana, como Nova Iguaçu. A prefeitura do Rio vai continuar com seus hospitais abertos para receber qualquer paciente, sem fazer distinção entre eles — afirma.
Apelo a Bolsonaro
Uma das preocupações do prefeito está no feriado da Semana Santa, de 2 e 4 de abril, época em que muitos turistas aproveitam para visitar a cidade e os próprios moradores relaxam c eira, dia 19, após a divulgação de boletim atualizado com dados da Covid-19. Durante a inauguração do Zoológico do município, em São Cristóvão, na Zona Norte, na manhã desta quinta-feira, dia 18, Paes disse, em entrevista, que convocou uma reunião com o Comitê Científico para segunda-feira, dia 22, quando vão analisar os números relacionados ao novo coronavírus. No entanto, em dois momentos, Paes deu a entender que as restrições serão mais fortes: o prefeito disse que vai discutir "a possibilidade de fechamento completo das coisas" e, quando indagado sobre a instalação de barreiras sanitárias e a proibição do turismo, o mandatário destacou que essas medidas podem ser tomadas "a partir das decisões do Comitê Científico".
— Vamos discutir a possibilidade, sim, de fechamento completo das coisas. A primeira medida foi dura demais com bares e restaurantes. Mas, provavelmente, as próximas medidas que vão ser tomadas, depende do comitê científico, vão valer para todos os setores e atividades econômicas. Obviamente, menos para ros essenciais — disse Paes.
Em seu perfil no Twitter, Paes afirmou que vai estabelecer mais restrições. O prefeito anunciou que uma delas será a antecipação dos feriados de abril, mas sem informar quais serão as datas. No próximo mês, além da Semana Santa de 2 a 4, a capital fluminense ainda terá os feriados de 21 (Tiradentes - feriado nacional) e 23 (São Jorge - feriado estadual).
— Como vínhamos prevendo, há o aumento efetivo dos casos. Continuo atento. O decreto da prefeitura vale até segunda-feira, mas eventualmente a gente deve trazer novas restrições amanhã. Na segunda-feira, eu me reúno com o Comitê Científico. Já pedi ao secretário (de Saúde) Daniel Soranz que monitore os dados, para que tenhamos todas as informações necessárias para orientar a decisão do prefeito na eventualidade de aumentarmos as restrições. Não tem decisão tomada, mas vamos trabalhar para preservar vidas. Esse é o propósito — disse o prefeito na coletiva, antes de publicar outras informações no seu Twitter.
O decreto anterior, que passou a valer no dia 5 de março e foi ampliado até a meia-noite de segunda-feira, dia 22. Nele, o horário de funcionamento de bares e restaurantes foi estendido até as 21h. A decisão da Paes ocorreu dias após a prefeitura brigar e conseguir na Justiça uma liminar que obrigasse os estabelecimentos a respeitarem o horário de fechamento às 17h. No primeiro dia do decreto em vigor, os estabelecimentos conseguiram uma decisão judicial que permitia o funcionamento até as 20h. Outra liberação foi de serviços nas praias, incluindo ambulantes fixos e itinerantes, até as 17h, o que estava proibido no último decreto.
Paes conversou com o governador do Rio, Cláudio Castro, na quarta-feira, após o estado anunciar que manterá medidas de restrições por mais uma semana. Paes informou ainda que os hospitais da capital fluminense vão continuar recebendo pacientes de outros lugares, sem distinção.
— Ontem, eu conversei com o governador Claudio Castro e disse a ele que, para que uma cidade como o Rio tome medidas, deve-se ter um apoio federal e estadual. A cidade do Rio vai tomar suas decisões, mas sempre debatendo com o estado, no que aqui eu vou chamar de "solidariedade metropolitana". Ontem, vi que boa parte das esperas vem de outras cidades da Região Metropolitana, como Nova Iguaçu. A prefeitura do Rio vai continuar com seus hospitais abertos para receber qualquer paciente, sem fazer distinção entre eles — afirma.
Apelo a Bolsonaro
Uma das preocupações do prefeito está no feriado da Semana Santa, de 2 e 4 de abril, época em que muitos turistas aproveitam para visitar a cidade e os próprios moradores relaxam com os dias de folga. No entanto, Eduardo Paes pediu que todos tenham responsabilidade, mas alertou que, para quem não tem consciência, "que na data da Semana Santa tenha noção de celebração à vida". O prefeito ainda aproveitou para fazer um apelo ao presidente Jair Bolsonaro para que tome medidas mais concretas para ajudar a população com transferência de renda e empresários e comerciantes, como aconteceu em outros países.
— Eu faço um apelo ao presidente Bolsonaro para que haja estímulos e medidas efetivas de transferência de renda e auxílio para empresários e comerciantes para que a gente possa enfrentar essa pandemia. São medidas tomadas no mundo inteiro, até nos países mais neoliberais. Já passou da hora de medidas concretas serem tomadas. Temos que pensar nas pessoas que vão enfrentar dificuldades caso essas medidas restritivas venham — afirma.
Fonte: Extra
