Domingo - 13:15 - Campos: o momento impõe juízo e razão para enfrentar o vírus na luta pela vida. Veja Abaixo

21 de março de 2021 · AM · Notícias em Geral

E D I T O R I A L - Opinião / Campos 24 Horas

No dia em que Campos chegou a marca de 100% de ocupação de leitos de UTI e 17 pessoas infectadas pelo Covid-19 na fila de espera para internação, a robustez dos argumentos do prefeito Wladimir Garotinho, amparado por opinião de especialistas do Gabinete de Crise, não resta margem para outra alternativa se não a decretação do lockdonw. O primeiro sinal de alerta foi dado pelo Campos 24 Horas 70 milhões de doses que deveriam proporcionar uma campanha de vacinação que seria iniciada em dezembro.

A troca irresponsável de quatro ministros até que encontrasse um general incompetente que obedecesse cegamente as suas ordens, sem nenhum amparo científico (até mesmo por não ser especialista no ramo e nem possuir  conhecimento técnico de de saúde), a demora na aquisição da vacinas e a aposta no tratamento precoce com base em medicamentos sem eficácia comprovada, completam o conjunto da obra.

O governo chegou a ser até mesmo não apenas incapaz, mas também irresponsável no combate à pandemia. Quando o líder da nação aparece na TV sem máscara e provocando aglomerações, o exemplo é péssimo. Um crime contra a saúde pública. Lamentavelmente, a humildade cedeu espaço para a arrogância, além da falta de empatia, sensibilidade e responsabilidade.

Diante da falta de planejamento, coordenação e diálogo com o governo federal, os governadores do Nordeste decidiram criar um consórcio para enfrentar a pandemia com o apoio de cientistas e outros setores da sociedade.

É preciso urgentemente que se arregaçar as mangas e trabalhar para frear a disseminação deste vírus maldito, especialmente os que tem responsabilidade pública. O sistema hospitalar, no País inteiro, está à beira do colapso, atendendo uma demanda além do limite de sua capacidade. Médicos e enfermeiros, em muitas ocasiões, estão diante do dilema atroz de escolher quem vai ser entubado e quem morre.

No mundo, à exceção de países africanos, o País vem apresentando os piores números, conforme já advertiu a Organização Mundial de Saúde (OMS) e não está longe de se transformar em risco para países vizinhos, se não para o planeta.

Enfim, cabe aos Estados, municípios e população em geral tomarem as precauções. Não esperem mudança de direcionamento na política (sic) federal, até porque o novo ministro da Saúde, o cardiologista Marcelo Queiroga, que tem a seu favor o diploma, mas que chega prometendo “dar continuidade ao trabalho que vem sendo realizado”.


Bolsonaro continuará sem ouvir o que dizem governadores, prefeitos, gestores de hospitais, médicos e equipes de apoio, exaustos e caminhando na beira do precipício, sem leitos, sem UTIs, com medo de faltar oxigênio e em alguns casos já relatados até sem medicamentos para aliviar seus pacientes.

A seu favor apenas a promessa de trabalhar mais próximo de governadores e prefeitos e a defesa do isolamento social, do uso de máscaras e das medidas de higiene que fazem parte de protocolos sanitários.

 

 

 

 

Fonte: Campos 24 Horas