Domingo - 13:15 - Campos: o momento impõe juízo e razão para enfrentar o vírus na luta pela vida. Veja Abaixo
E D I T O R I A L - Opinião / Campos 24 Horas
No dia em que Campos chegou a marca de 100% de ocupação de leitos de UTI e 17 pessoas infectadas pelo Covid-19 na fila de espera para internação, a robustez dos argumentos do prefeito Wladimir Garotinho, amparado por opinião de especialistas do Gabinete de Crise, não resta margem para outra alternativa se não a decretação do lockdonw. O primeiro sinal de alerta foi dado pelo Campos 24 Horas 70 milhões de doses que deveriam proporcionar uma campanha de vacinação que seria iniciada em dezembro.A troca irresponsável de quatro ministros até que encontrasse um general incompetente que obedecesse cegamente as suas ordens, sem nenhum amparo científico (até mesmo por não ser especialista no ramo e nem possuir conhecimento técnico de de saúde), a demora na aquisição da vacinas e a aposta no tratamento precoce com base em medicamentos sem eficácia comprovada, completam o conjunto da obra.
O governo chegou a ser até mesmo não apenas incapaz, mas também irresponsável no combate à pandemia. Quando o líder da nação aparece na TV sem máscara e provocando aglomerações, o exemplo é péssimo. Um crime contra a saúde pública. Lamentavelmente, a humildade cedeu espaço para a arrogância, além da falta de empatia, sensibilidade e responsabilidade.Diante da falta de planejamento, coordenação e diálogo com o governo federal, os governadores do Nordeste decidiram criar um consórcio para enfrentar a pandemia com o apoio de cientistas e outros setores da sociedade.
É preciso urgentemente que se arregaçar as mangas e trabalhar para frear a disseminação deste vírus maldito, especialmente os que tem responsabilidade pública. O sistema hospitalar, no País inteiro, está à beira do colapso, atendendo uma demanda além do limite de sua capacidade. Médicos e enfermeiros, em muitas ocasiões, estão diante do dilema atroz de escolher quem vai ser entubado e quem morre.
No mundo, à exceção de países africanos, o País vem apresentando os piores números, conforme já advertiu a Organização Mundial de Saúde (OMS) e não está longe de se transformar em risco para países vizinhos, se não para o planeta.
Enfim, cabe aos Estados, municípios e população em geral tomarem as precauções. Não esperem mudança de direcionamento na política (sic) federal, até porque o novo ministro da Saúde, o cardiologista Marcelo Queiroga, que tem a seu favor o diploma, mas que chega prometendo “dar continuidade ao trabalho que vem sendo realizado”.
Bolsonaro continuará sem ouvir o que dizem governadores, prefeitos, gestores de hospitais, médicos e equipes de apoio, exaustos e caminhando na beira do precipício, sem leitos, sem UTIs, com medo de faltar oxigênio e em alguns casos já relatados até sem medicamentos para aliviar seus pacientes.
A seu favor apenas a promessa de trabalhar mais próximo de governadores e prefeitos e a defesa do isolamento social, do uso de máscaras e das medidas de higiene que fazem parte de protocolos sanitários.
Fonte: Campos 24 Horas