Segunda-feira - 16:43 - MPRJ investiga se vereador Gabriel Monteiro violou direitos ao fiscalizar abrigos da prefeitura. Veja Abaixo
O Ministério Público estadual do Rio (MPRJ) abriu inquérito para investigar se o vereador Gabriel Monteiro (PSD) violou o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) ao fiscalizar abrigos da prefeitura no período noturno. O inquérito vai analisar se o político e sua equipe desrespeitaram os menores e os funcionários ao perturbar o descanso noturno das unidades de acolhimento, e se os expuseram ao risco de contágio pelo novo coronavírus.
Imagens gravadas pela equipe do vereador e publicadas nas redes sociais mostram Gabriel Monteiro acompanhado de ao menos cinco pessoas durante uma fiscalização noturna realizada sem aviso prévio em um dos abrigos. Um trecho do vídeo mostra o político discutindo com funcionários que tentavam imp lo supervisor de plantão da unidade e que, além da máscara que usava, recebeu touca e capote para transitar no CER.
Outra representação enviada à Câmara foi da organização Social Cruz Vermelha. O vereador esteve no Hospital Albert Schweitzer, em Realengo, administrado pela OS, no dia 7 de abril. Uma foto feita no local mostra Monteiro cercado por pelo menos outras oito pessoas. Monteiro afirma ter ido até o hospital após receber denúncias sobre irregularidades.
Dentro da unidade, o político filmou depoimentos de pacientes internados. Em um deles, uma paciente deitada em um leito reclama do gosto da água, que afirma ter "gosto de esgoto". Em outro registro, um paciente internado conta que precisou comprar antialérgico porque estava em falta na farmácia do hospital.
As fiscalizações noturnas em abrigos também renderam representações contra o vereador. Funcionários de uma unidade onde o político esteve informaram que ele chegou a arrombar o portão, empurrando funcionários que impediam sua entrada. Monteiro afirma ter sido autorizado a entrar em todos os locais que acessou. "Nas unidades em que não fui autorizado, chamei a polícia", afirma.
Ainda segundo o político, em um dos abrigos visitados foi constatada falta de alimentos, papel higiênico e sabonete para as crianças. "Levei alimentos, papel higiênico, pizza, refrigerante, sabonete e diversas coisas para as crianças de abrigo, do meu próprio dinheiro, porque a prefeitura não fornece", escreveu ele em uma publicação nas redes feita nesta segunda-feira.
Fonte: Extra.