Quarta-feira - 16:19 - Firjan Noroeste reúne representantes da EPE e Enel por soluções no fornecimento de energia. Veja Abaixo
Construção de novo transmissor de energia, com conclusão prevista para 2024, vai permitir expansão de consumo e atrair novas indústrias; empresários reclamam de oscilações e Enel promete novo estudo
Itaperuna, 9 de junho de 2021
Em reunião nesta terça-feira (08/06) do Conselho da Firjan Noroeste Fluminense, empresários e autoridades do setor energético discutiram soluções para um antigo problema: a escassez de oferta e o aumento das oscilações da energia fornecida na região. A Empresa de Pesquisa Energética (EPE), órgão ligado ao Ministério de Minas e Energia, expôs o plano de expansão da rede, cuja obra de conclusão está prevista para 2024. Mas empresários do Grupo de Energia da Firjan Noroeste reclamaram ainda das oscilações na rede, e a concessionária Enel, também presente ao encontro, prometeu formar um grupo de análise para solucionar o problema.
“Esta é uma questão histórica que se arrasta há quase uma década, mas nós, da Firjan, não desistimos de buscar melhorias. Já temos, por exemplo, o início das obras que vão remediar o problema, mas é preciso avançar em questões mais urgentes, que exigem uma solução imediata”, disse o presidente da Firjan Noroeste Fluminense, José Magno Vargas Hoffmann.
O estudo da EPE prevê investimentos de R$ 98 milhões da Enel até 2035, com foco na distribuição de energia e aumento do fornecimento na região. Os principais investimentos serão reforços nas linhas de transmissão i s casos.
“As oscilações dizem respeito a curtos-circuitos, e não têm correlação com a entrada em operação de novos pontos de transmissão. Então vamos reunir os números de protocolo desses casos e fazer um grupo de estudo, para que possamos investigar a origem dos problemas e dar a resposta mais célere possível”, afirmou Giovani.
Tatiana Lauria, especialista de Estudos Econômicos da área de Infraestrutura da Firjan, destacou que as quedas de energia, ainda que por pouco tempo e previstas no contrato de regulação da concessionária, prejudicam o funcionamento adequado das indústrias.
“Vamos conversar com as indústrias e reunir essas informações, a fim de tentarmos reduzir as oscilações para termos uma solução a curto prazo” disse Tatiana.