A viúva do policial civil André Frias, morto na operação Exceptis, no Jacarezinho, dia 6 de maio, escreveu uma carta pública repudiando a inclusão do nome do agente no memorial que será erguido na entrada da comunidade. Isso porque o nome de Frias estará junto com nomes dos outros 27 mortos, apontados pela corporação como criminosos.
Na missiva, ao qual O DIA teve acesso, Jaqueline de Souza pede que isso não aconteça, em respeito à memória do agente.
"Venho pelo presente, não só manifestar meu sentimento de dor, mas também solicitar que haja o mínimo de respeito à sua memória e sacrifício pelo sangue derramado do meu marido", escreveu.
Jaqueline, que também é policial civil, conta que ficou sabendo através da imprensa que iriam construir o memorial para homenagear as pessoas mortas durante a ação e, entre elas, Frias. Ela afirma rejeitar tal citação e que a mesma seria um insulto ao marido.
"Faço saber que rejeito veemente inserir o nome do André entre esses possíveis 'suspeitos e traficantes', partícipes na morte do André. O André confrontou para libertas os oprimidos pelo tráfico naquele ambiente de criminalidade. Um homem honesto, tra ela ainda o classifica como uma afronta.
"A criação deste monumento é uma clara afronta ao cidadão de bem e a nós, familiares que perdemos nosso marido e pai no cumprimento do dever durante uma ação legítima. Esta é a minha opinião, como esposa e cidadã brasileira!", finalizou.
A reportagem entrou em contato com os organizadores do Memorial.
Fonte: jornal o dia