Segunda-feira - 08:51 - Salários no funcionalismo estatal do Rio acumulam perdas de 45% pela inflação, e servidores brigam por recomposição. Veja Abaixo
Em tempos de crise econômica, servidores do Estado do Rio têm visto seu poder de compra definhar. Segundo a categoria, a última correção dos salários pela inflação, que deveria ser anual conforme a Constituição Federal, foi em 2014, e apenas para alguns setores. De lá para cá, as remunerações acumulam perdas de 45%, considerando o Índice Nacional de Preços ao Consumidor, segundo estudo pedido pelo Fórum Permanente de Servidores Públicos do Estado do Rio de Janeiro (Fosperj) ao Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese). A situação é ainda mais crítica para profissionais como professores da Fundação Centro Universitário Estadual da Zona Oeste (Uezo), sem recomposição inflacionária desde 2011, e da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj), há 20 anos sem revisão salarial.
Membros do Fosperj vêm costurando apoio para negociar a questão com o governo. O deputado estadual Flávio Serafini (Psol), vice-presidente da Comissão de Servidores Públicos na Assembleia Legislativa do Rio, diz que o Estado tem se mostrado disposto a fazer alguma recomposição inflacionária, mas ainda não há sinais de quando isso ocorreria. Na semana passada, durante a discussão do projeto de Lei de Diretrizes Orçamentárias de 2022 pela Casa, foi aprovada uma emenda do Psol que inclui na proposta a elaboração de um plano de reajuste e compensação de perdas remuneratórias dos servidores estaduais. A ideia é evitar que a situação atual se repita nos próximos anos, afirma Serafini.
A Casa Civil não quis comentar as negociações. Segundo a pasta, apesar ofessores da Uerj, de 2001 a 2014 — diz a presidente da Associação de Docentes da Uerj, Cleier Marconsin
Fonte: Extra