O governo federal vai lançar nas próximas semanas mais um canal de TV. A estimativa inicial é que ele possa custar entre R$ 50 milhões e R$ 100 milhões anuais. A verba sairá do MEC (Ministério da Educação). Por meio de sua assessoria, o Ministério da Educação confirmou ontem à coluna o plano de lançamento do novo canal.
O MEC, no entanto, nega que será gasto o montante previsto acima, mas não informou valores (veja íntegra da nota ao final deste texto).
Um canal às pressas O projeto está sendo feito a toque de caixa pela EBC (Empresa Brasil de Comunicação), hoje responsável pela TV Brasil 1 e 2 (antiga NBR), além de rádios e sites como a Agência Brasil.
Quem está cuidando do projeto desse novo canal é mais um militar: coronel Romy Pinto, diretor-geral da EBC, mas que na prática se tornou o manda-chuva da estatal —apesar de o presidente da EBC ser Glen Valente.
Curiosamente, o coronel Pinto está lá desde as gestões petistas. A coluna passou a semana passada tentando entrar em contato com a assessoria da EBC e a TV Brasil. Apesar dos e-mails enviados e do contato feito, a EBC não se manifestou até a publicação deste texto.
TV Brasil deixará de ser HD O novo canal será uma subdivisão do sinal da TV Brasil. Desde a implantação do sistema digital e do HD, os canais de TV (abertos) podem —em tese— serem subdivididos em até 4 diferentes canais.
A vantagem é ter mais "plataformas" de exibição, a chamada "multiprogramação". A desvantagem é a perda da qualidade HD. O novo canal é mais um passo no "projeto" governamental do chamado "homeschooling", ou educação em casa (pronuncia-se "roume´sculin").
Alguns canais, como a TV Cultura, já fizeram testes com a subdivisão do sinal. TVs comerciais também têm feito isso em algumas regiões do país. Embora ainda não esteja devidamente regulamentada em lei, a prática não é considerada ilegal (assim como a venda de hor novo canal. Foram enviados dois e-mails cobrando e a coluna ainda entrou em contato com funcionários da EBC, alertando sobre o envio.
Fala o MEC Por meio de sua assessoria, o MEC enviou a seguinte nota à coluna: "O Ministério da Educação informa que está em fase final de negociação com a EBC um contrato de um novo canal de TV público. Neste novo contrato serão atendidos projetos educativos, além de diversos outros serviços.
pasta ressalta que essa é uma iniciativa desta administração e que o objetivo é economizar, racionalizar e melhorar os processos de gestão. O valor que está sendo negociado é muito abaixo do informado (notada coluna: estimado) pelo UOL. Atenciosamente, Ascom/MEC."
Fonte: Ricardo Feltrin