Depois de a Comissão de Fiscalização Financeira e Controle da Câmara dos Deputados ter aprovado ontem (6) um envio de ofício à Procuradoria-Geral da República (PGR) para que o ministro da Economia, Paulo Guedes, seja denunciado por crime de responsabilidade por faltar à convocação da comissão, o titular da economia compareceu presencialmente hoje na audiência. Guedes, que passou a manhã de quarta-feira ouvindo os deputados e se explicando, pouco falou sobre as distorções na Previdência dos militares, que era a pauta originalmente tema da discussão. Em sua exposição inicial, o ministro acabou discorrendo principalmente sobre a atuação do governo na pandemia.
Guedes também fez uma defesa do presidente Jair Bolsonaro sobre supostos atos de corrupção e disse que não presenciou atos ilegais no governo. "Você não pode descredenciar a instituição da Presidência, batendo todo dia [dizendo] que tudo está errado e negando qualquer mérito. Tem dois anos sem nenhum escândalo de corrupção, e todo dia tem 'a cunhada falou', 'o primo disse', 'não sei quem falou isso'. Pô, então achem, provem e removam se houver. Mas você não pode descredenciar a Presidência", disse o ministro.
Orientação jurídica
Também no início da sua participação, Guede o juridicamente por sua assessoria". À coluna, o deputado afirmou que o ofício deve ser enviado somente hoje à PGR, mesmo após o ministro ter comparecido, já que foi deliberado e aprovado pela comissão.
Ontem, depois que a Comissão decidiu enviar o ofício à PGR, o Ministério da Economia informou, em nota, que havia comunicado à Comissão que Guedes não poderia estar presente à sessão anterior, pois estaria participando de sessão virtual do Tribunal de Contas da União (TCU) realizada no mesmo horário. Segundo a pasta, no mesmo ofício em que foi informada a impossibilidade da presença de Guedes, o ministro se colocou à disposição para participar da sessão da Comissão na data de hoje. "Inexiste, portanto, qualquer possibilidade de haver crime de responsabilidade no caso, porque a ausência do ministro estava devida e previamente justificada", diz o ministério.
Fonte: UOL