Quinta-feira - 16:10 - Mario Frias usa fala racista e sugere 'banho' a historiador negro. Veja Abaixo

15 de julho de 2021 · WM · Notícias em Geral

O secretário especial de Cultura, Mario frias, fez uma comparação racista ao dizer que o historiador negro Jones Manoel "precisa de um bom banho". A fala foi feita após o militante do PCB (Partido Comunista Brasileiro) e podcaster, que abertamente é crítico do presidente Jair Bolsonaro (sem partido), usar as redes sociais para dizer que "já tinha comprado fogos" com a notícia de que o presidente seria transferido do Distrito Federal a São Paulo.
Ocupando cargo no governo federal, Mario Frias respondeu a uma publicação de um assessor especial da presidência, que compartilhou a notícia dada pelo site Brasil 247.
Frias disse que não conhecia quem era Jones Manoel — que tem mais de 130 mil seguidores no Twitter e no Instagram, e um perfil no YouTube, no qual discute história com 165 mil inscritos — e atribuiu a cor do youtuber com a falta de limpeza.
Frias disse que não conhecia quem era Jones Manoel — que tem mais de 130 mil seguidores no Twitter e no Instagram, e um perfil no YouTube, no qual discute história com 165 mil inscritos — e atribuiu a cor do youtuber com a falta de limpeza.
Realmente eu não sei. Mas se eu soubesse diria que ele precisa de um bom banho. Realmente eu não sei. Mas se eu soubesse diria que ele precisa de um bom banho.
O comunista respondeu ao comentário nas próprias redes sociais: Olha o ex-ator frustrado e atual fascista cometendo um crime de racismo diário.
Em outra publicação, ele citou o rapper Djonga com um trecho da música "Junho de 64". Tive que ou uyyy.jpg">
Em outra publicação, ele citou o rapper Djonga com um trecho da música "Junho de 64". Tive que ouvir que eu tava errado por falar pro 'cês' que seu povo me lembra Hitler, carregam tradições escravocratas e não aguentam ver um preto líder. Momentos depois de fazer o comentário, o secretário compartilhou uma imagem de Marcelo Magalhães, secretário de Esportes, que é negro, sobre a tramitação da MP (Medida Provisória) do mandante no futebol brasileiro, assinada por Bolsonaro.
Ele ainda compartilhou publicações de Sérgio Camargo, presidente da Fundação Cultural Palmares que é criticado por falta de políticas à população negra e menosprezar o racismo. Ano passado, Sérgio liderou ataques virtuais contra o cabelo afro. Ainda assim, Mario Frias usou a publicação como uma forma de mostrar que não é racista só pelo fato de Sérgio ser negro — mesmo com as controvérsias da sua política de ataque à cultura negra.
Com a repercussão, influencers e ativistas criticaram a fala racista de Mario Frias. Um deles foi Bruno Kanela, liderança indígena do Distrito Federal do povo Kanela do Araguaia. Mario Frias perguntou o que Bruno iria fazer após o líder indígena exigir respeito com a população negra. Quero ver se tem peito pra ser racista perto da gente vamos mostrar pra você um banho de civilidade e respeito sobre corpos negros.