Quinta-Feira - 13:00 - Brasil ameaça passeio em estreia contra a Alemanha, mas desperdiça chance de goleada histórica. Veja Abaixo
Sabe aquela apresentação que traz os torcedores para perto, e gera a curiosidade necessária para fazer da seleção brasileira masculina de futebol uma grande atração na Olimpíada? O Brasil esteve perto de atingir esse objetivo logo na estreia diante da Alemanha, na manhã desta quinta-feira. Com atuação vistosa no início, amassou o adversário menos experiente, encaminhou a vitóra com autoridade, mas desperdiçou a oportunidade de golear: 4 a 2, sem o baile que todos esperaram após início avassalador.
O grande personagem do jogo foi o atacante Richarlison, autor dos três primeiros gols do Brasil, nos trinta minutos iniciais. Aos 46, Matheus Cunha perdeu pênalti, e na etapa final, mesmo com um jogador expulso, a Alemanha diminuiu. Quando a seleção brasileira baixou o ritmo, já havia tido um caminhão de chances desperdiçadas. Nas poucas que tiveram, os alemães aproveitaram, com Amiri, em falha de Santos, e Ache, no fim. O gol de Paulinho em contra-ataque derradeiro amenizou a frustração.
Líder do grupo D com três pontos, o Brasil enfrenta a Costa do Marfim no domingo. E terá outra chance de empolgar novamente o torcedor. A de revidar o 7 a 1 sobre a Alemanha, que ficou marcado na Copa do Mundo de 2014, passou.
O jogo
A forma como o Brasil se impôs em campo sobre a Alemanha foi a grande notícia para uma seleção formada às pressas, sem tanto tempo de treino. As ideias de André Jardine estavam ali, assimiliadas, e organizadas em uma estrutura de jogo com a cara do futebol brasileiro. Alta intensidade, marcação na saída de bola, e toques rápidos na construção das jogadas.
Por outro lado, um meio-campo e uma defesa com capacidad tivo dela não acontecer. Em duas chances, o atacante poderia ter tocado, mas preferiu finalizar, e errou. No pênalti nos acréscimos do primeiro tempo, telegrafou o chute, defendido pelo goleiro Müller. A esta altura a seleção já variava sua intensidade, e controlava bem a Alemanha.
As mexidas no segundo tempo deram nova dinâmica ao jogo. Mesmo após a expulsão de Arnold, os alemães avançaram suas linhas e conduzidos por Amiri, levaram algum perigo. O meia acertou chute travado na entrad da área que pegou Santos desprevenido. O gol animou os atuais campeões sub-21 da Europa. E o técnico Stefan Kuntz colocou o time para frente no fim. A estatura elevada enfim surtiu efeito, em bola cruzada que Ache aproveitou a poucos minutos do fim do jogo. O susto serviu para o Brasil acordar. Bruno Guimarães conseguiu outro passe longo para Paulinho, que havia entrado ao lado de Malcom e Reinier. O atacante tocou no ângulo. Bastaram alguns minutos de retomada da intensidade para resolver a partida. O desafio agora é dosar essa postura sem assumir riscos e proporcionar um jogo mais regular e digno de acompanhar até o fim.
Fonte: Extra