Quinta-feira - 16:10 - Governo anuncia o fim dos bloqueios de caminhoneiros em rodovias federais. Veja Abaixo
Mapeamento da Polícia Rodoviária Federal indica pontos de concentração em 13 Estados, mas sem a interdição de pistas
O governo anunciou nesta quinta-feira, 9, que não há mais bloqueios de caminhoneiros em rodovias federais. Segundo um boletim divulgado pelo Ministério da Infraestrutura, com base em informações da Polícia Rodoviária Federal (PRF), ainda há pontos de concentração em 13 Estados, mas sem a ocorrência de interdições. As aglomerações de caminhoneiros foram mapeadas nos Estados da Bahia, Mato Grosso, Pará, Minas Gerais, Mato Grosso do Sul, Rondônia, Goiás, Maranhão, Rio de Janeiro e Tocantins. A PRF também informou que não há mais pontos sensíveis com o impedimento da saída e da entrada de caminhões. De acordo com o governo, as tentativas de bloqueios reduziram 35% entre a manhã e o início da tarde. As mobilizações, que chegam ao segundo dia, são organizadas majoritariamente por apoiadores do presidente Jair Bolsonaro (sem partido), e ocorrem após a escalada do tom do chefe do Executivo contra memb motoristas para em caso de bloqueio ao trânsito dos seus veículos acionarem imediatamente a autoridade policial solicitando sua liberação.”
Para o presidente do Sindicato das Empresas de Transporte de São Paulo, Tayguara Helou, há sim que avançar em reivindicações, mas não é dessa forma que as pautas devem ser discutidas. “O custo do óleo diesel é alto, da carga tributária do setor, os insumos no setor custam muito caro, mas não é paralisando que vamos resolver isso. A economia não se movimenta e ela não se adequa a um setor por meio de uma paralisação, da violência. Em alguns pontos as pessoas estão incitando violência. As empresas transportadoras de cargas não vão parar, não aceitamos uma situação como essa.” O diretor da Associação Brasileira de Revendedores de Combustíveis Independentes e Livres, Rodrigo Zingales faz um alerta sobre o que as paralisações podem representar para a economia. “Isso vai gerar simplesmente todo um efeito cascata. Se eles pararam vou ter menos combustível na rua, menos alimentos, menos medicamentos, menos bens essenciais. A população vai ficar refém, de novo, dessa escassez de bens de primeiríssima necessidade e as indústrias vão parar de produzir, o comércio vai parar de vendar e vamos ter perdas no PIB”, pontua.