Quinta-Feira - 14:46 - Movimentos sociais ocupam Bolsa de Valores, em SP, em protesto contra desemprego e inflação. Veja Abaixo

23 de setembro de 2021 · AM · Notícias em Geral

Manifestantes carregavam faixas e cartazes com a frase 'Sua ação financia nossa miséria' e levaram barracas para acampar na B3.

Integrantes de movimentos sociais ocuparam nesta quinta-feira (23) a B3, sede da Bolsa de Valores brasileira, na cidade de São Paulo, em protesto contra o desemprego, a inflação e a fome.

De acordo com os manifestantes, o local do ato foi escolhido porque as ações das grandes empresas estavam em alta até meados deste ano, especialmente devido ao crescimento de 1,2% no Produto Interno Bruto (PIB), mas a expansão foi desigual e deixou de fora especialmente a classe de renda mais baixa. (leia mais abaixo)

"É inadmissível que quase 100 milhões de brasileiros estejam em situação de fome e insegurança alimentar enquanto os bilionários movimentam R$ 35 bilhões por dia só aqui na bolsa", afirmou Debora Perereira, liderança do MT a com a nossa fome" e também levaram barracas para acampar na B3.

A bolsa está no vermelho desde que a crise política disparou a inflação e demandou alta nos juros. Ela apresenta queda de 5% no ano até esta quinta.

Recordes em meio à crise

Em junho, a B3 bateu recordes e chegou a acumular oito altas consecutivas na maior série de ganhos desde 2018.

O otimismo se deveu ao avanço de 1,2% no PIB do 1º trimestre deste ano, quando os governos reduziram as restrições sobre o funcionamento das atividades econômicas. No período, o maior crescimento foi da agropecuária (5,7%), seguida pela indústria (0,7%) e serviços (0,4%).

Além disso, o sistema financeiro também foi beneficiado pelo aumento da taxa de poupança, que ocorreu pelo medo do consumo em meio à crise, o ritmo da vacinação contra a Covid-19 começava a aumentar, e a maior parte do investimento feito no país vem do exterior, onde os mercados apresentavam bom desempenho, principalmente em Wall Street.