Quinta-Feira - 15:43 - Bolsonaro volta a adotar retórica contra vacina e usa informação incorreta. Veja Abaixo
BRASÍLIA (Reuters) – O presidente Jair Bolsonaro voltou a adotar uma retórica contrária ao uso de vacina lsonaro disse que o ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, tomou duas doses da vacina e sempre usa máscara, mas mesmo assim foi contaminado por Covid-19 na viagem que fez aos Estados Unidos.
Queiroga integrou a comitiva que acompanhou o presidente em eventos, entre eles na abertura da Assembleia-Geral das Nações Unidas, e teve um quadro leve da doença. Especialistas apontam que as vacinas não garantem que uma pessoa vacinada não será infectada, mas reduzem significativemente a probabilidade de apresentarem um quadro grave da doença e de morrerem por causa dela.
O presidente afirmou que não tomou a vacina e não foi contaminado. Ele questionou o fato de pessoas terem ido aos EUA e contraíram a doença e ele não, insinuando –novamente sem provas– que haveria um lobby da indústria farmacêutica para vender vacinas ao país.
Em sua argumentação, Bolsonaro disse erradamente que nem metade da população do Japão se vacinou contra Covid. Contudo, cerca de 66% da população japonesa já foi completamente vacinada, conforme dados da Our World in Data.
Já o ministro da Economia, Paulo Guedes, em viagem esta semana aos Estados Unidos e numa outra linha em relação a Bolsonaro, afirmou que a prioridade e maior preocupação é com a vacina. “É a prioridade número um”, disse o ministro.
Bolsonaro voltou a defender, na entrevista desta quinta, o uso de medicamentos comprovadamente ineficazes contra Covid-19. Ele disse que nos próximos dias terá uma “notícia bomba” em relação ao uso da hidroxicloroquina e ivermectina, dizendo, mais uma vez sem quaisquer evidências, que milhares de pessoas poderiam ter sido salvas com o uso dessas medicações para o que chama de tratamento precoce.
Contudo, publicações renomadas nacionais e internacionais já descartaram a eficácia desses medicamentos contra o coronavírus. Além disso, alguns desses remédios podem ter efeitos colaterais em determinados pacientes.
Fonte: ISTOÉ