Sexta-Feira - 12:48 - Mãe de rapaz que morreu por suposto erro médico em Campos faz desabafo. Veja Abaixo

26 de novembro de 2021 · AM · Notícias em Geral

Passados quase oito anos da morte do jovem Fernando Iuri Chagas Rangel, 19 anos, o sentimento de Fernanda Chagas, de 45 anos, é de uma mãe que amarga a dor da perda trágica, mas embalada pela vitória na Justiça que pode servir de exemplo para que outros casos como o que vitimou seu filho não se sucedam. Iuri, 19 anos, servia no 8º Batalhão de Infantaria e morreu após uma cirurgia na clavícula em 2013. Na semana passada, o juiz da 1ª Vara Criminal de Campos acatou a denúncia do Ministério Público (MPRJ), e os médicos Paulo Cesar Mota Rocha (cirurgião), Luís Bernardo Vital Bogado (anestesista) e Hugo Manhães Areas irão a juri popular (Aqui). Também foi denunciado o médico Rocklane Viana Areas, mas em relação a este houve a suspensão condicional do processo.  Os oito anos da morte trágica do jovem se completam no próximo dia 26/12. Desde então, o período das festas no Natal nunca mais foi igual para Fernanda, que conversou com a reportagem do Campos 24 Horas em tom de desabafo. Ela conta como foi desde o início das investigações e agradece a policiais, delegado, promotor e juiz. "Tenho sonhado com o Iuri, e num destes sonhos ele me disse. "Mãe, acho que fizeram alguma coisa errada comigo".

Iuri fraturou a clavícula num acidente de moto, tendo recebido, inicialmente, atendimento no Hospital Ferreira Machado(HFM). Como ele tinha dois planos de saúde (um do Exército e outro da Unimed), foi transferido para um hospital da rede particular, onde foi submetido a uma cirurgia, durante a qual teve sérias complicações, resultando em óbito. (leia mais abaixo)

 

UMA DOR EMBALADA PELA VITÓRIA – “O meu sentimento hoje é de dor, mas uma dor embalada pela vitória e por trazer à população uma forma de conter este tipo de prática de alguns médicos. E para que a ganância não se sobreponha às vidas. A medicina não pode ser como um comércio, ali há uma vida. De certa forma, isso acalenta meu coração” . (leia mais abaixo)

 

NÃO FOI IMPERÍCIA – “O caso não foi de imperícia, eles sabiam o que estavam fazendo. Não se preocuparam com o resultado, que foi a perda de uma vida. Talvez pela certeza da impunidade. Seria um óbito a mais”. (leia mais abaixo)

 

VALEU A PENA LUTAR - “Nunca pensei em desistir, jamais. Mas sabia que ia encontrar dificuldades nesta luta porque muitas pessoas diziam que aquilo não iria dar em nada. Muitos casos não deram em nada porque outras mães desistiram de lutar. Porque o juiz podia não aceitar ou desqualificar a denúncia do Ministério Público”.   (leia mais abaixo)