Quinta-Feira - 15:40 - Jovem de Campos entre os presos da operação contra grupos de neonazismo. Veja Abaixo

16 de dezembro de 2021 · AM · Notícias em Geral

Um jovem de 20 anos, foi preso na Travessa Justiniano de Carvalho, no Parque João Maria, em Campos, durante uma operação deflagrada na manhã desta quinta-feira (16) pela Secretaria de Estado de Polícia Civil (SEPOL), por meio da Delegacia da Criança e Adolescente Vítima (DCAV), e o Grupo de Atuação Especial no Combate ao Crime Organizado (Gaeco) do Ministério Público.

O jovem morava sozinho – o que chamou a atenção da polícia – e atuava por grupos no aplicativo de mensagens Telegram. De acordo com a polícia, F. é um dos chefes do grupo neonazista do Brasil. Ainda segundo a polícia, na casa dele foram apreendidos um computador, 2 celulares, 1 tablet, 2 livros de apologia ao nazismo, roupa camuflada, uma espingarda ar comprimido. (leia mais abaixo)

A “Operação Bergon” contra suspeitos de crimes de racismo e antissemitismo tem o objetivo de cumprir quatro mandados de prisão e 31 de busca e apreensão no Rio de Janeiro, São Paulo, Minas Gerais, Rio Grande do Norte, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul. Até o momento, três pessoas foram presas.

As investigações duraram sete meses e começaram após comunicação feita à DCAV pela Secretaria de Operações Integradas, por meio do Cyber Lab, e a Homeland Security Investigations (HSI) para apurar fatos e circunstâncias ligados a uma associação criminosa voltada a prática de atos violentos, de discriminação e preconceito de raça, cor, etnia, religião ou procedência nacional por meio de redes sociais. Em maio deste ano, um dos alvos foi identificado por utilizar um aplicativo para espalhar o ódio e atrair simpatizantes, principalmente com ameaças contra negros e judeus. Na ocasião, a Delegacia da Criança e Adolescente Vítima representou pela decretação da prisão cautelar temporária de 30 dias e pela expedição do mandado de busca e apreensão e quebra do sigilo de dados.

A par ecretação da prisão cautelar temporária de 30 dias e pela expedição do mandado de busca e apreensão e quebra do sigilo de dados.

A partir da análise do material periciado pelo Instituto de Criminalística Carlos Éboli (ICCE), da Polícia Civil do Rio de Janeiro, e pelo Ministério Público foi encontrado farto material de conteúdo racista contra negros e judeus, chamando a atenção os diálogos ameaçadores, cooptação de simpatizantes, treinamento e, principalmente disseminação de ódio. (leia mais abaixo)

Dos alvos da ação, 15 são do estado do Rio de Janeiro, nove em São Paulo, dois no Rio Grande do Sul, dois no Paraná, um em Minas Gerais, um no Rio Grande do Norte e um em Santa Catarina. O nome da operação faz alusão à freira francesa Denise Bergon, que usou seu convento para abrigar crianças judias entre alunos católicos durante a Segunda Guerra Mundial, evitando serem capturadas pelos nazistas.

Campos 24 Horas