Terça-Feira - 15:14 - Polícia apreende passaporte de médico que fez hidrolipo em diarista morta após procedimento. Veja Abaixo

21 de dezembro de 2021 · AM · Notícias em Geral

O médico colombiano Brad Alberto Castrillon SanMiguel prestou depoimento, por seis horas, na noite desta segunda-feira, na 27ª DP (Vicente de Carvalho) e no fim do interrogatório teve seu passaporte apreendido pelo delegado Renato Carvalho. O médico é investigado pela morte da diarista Maria Jandimar Rodrigues, de 39 anos, após o procedimento estético de hidrolipo feito por ele e pouco depois foi encontrada morta num estacionamento do centro comercial onde foi feito o atendimento, na última sexta-feira (17). Acompanhado de um advogado, SanMiguel alegou ter prestado socorro por 30 minutos ininterruptos à paciente e disse que isso teria acontecido do lado de fora da clínica.

Ele também teria apresentado nomes de testemunhas ue ia descer para buscar socorro, mas chamou um táxi para ir embora. Foi um segurança do shopping que segurou ele e chamou a polícia — afirmou.

O corpo de Maria Jandimar Rodrigues foi enterrado neste domingo, no Cemitério de Inhaúma.

Por meio de nota, o advogado Hugo Novais, da defesa de SanMiguel, afirma que o médico "adotou corretamente todos os previstos na literatura médica, e quando se deparou com a intercorrência, buscou imediato socorro em uma emergência próxima, o que não foi possível em virtude do falecimento da paciente. Importante ressaltar que não existiu omissão de socorro, muito menos tentativa de fuga". O comunicado ainda afirma que ele está à disposição das autoridades e que se solidariza com a família da paciente morta.

Paciente relata sequelas

Nesta segunda-feira, outras três pessoas foram ouvidas pela polícia sobre o caso. Entre elas está a promoter Daiana França. Com sequelas, como dificuldades para andar e uma incisão ainda aberta, decorrentes de uma infecção generalizada, Daiana contou que tudo começou após se submeter a um procedimento com Brad no início do mês passado. Ela ficou 23 dias internada, 16 deles num CTI.

— Fiz o procedimento no dia 4 de novembro. Com certeza, poderia ter acontecido comigo o mesmo que aconteceu com a Maria, porque eu fui desenganada. A cada dia (que passava) não sabia se iria viver ou morrer. Tive infecção generalizada. No hospital (onde foi atendida), foi comentado que o material utilizado no procedimento estético não estava esterilizado de forma correta — contou Daiana na porta da delegacia, nesta segunda-feira. — Espero que ele pague pelo que fez. A Maria não teve a mesma sorte que eu tive (de sobreviver). Ainda não estou recuperada, não estou cem por cento — concluiu.

 

 

Fonte: Extra