Terça-Feira - 19:32 - Paes acredita que restrições vão reduzir aglomeração no réveillon. Veja Abaixo

28 de dezembro de 2021 · AM · Notícias em Geral

O prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes, disse hoje (28) que o poder público impôs um “profundo desestímulo” à aglomeração de pessoas na Praia de Copacabana durante a noite de réveillon, e que as medidas vão reduzir o público do evento, que costuma reunir mais de 2 milhões de pessoas.

A tradicional queima de fogos da orla será realizada, mas não haverá shows, ônibus extras nem funcionamento do metrô, que terá as estações fechadas entre as 20h de 31 de dezembro e as 7h de 1º de janeiro.

“Diminuímos muito a possibilidade de deslocamento das pessoas. Não é uma boa ir para Copacabana, a não ser quem lá esteja ou a uma distância caminhável para a Praia de Copacabana. E com isso a gente imagina que vai ter menos aglomeração”, disse o prefeito, em uma entrevista coletiva realizada nesta terça-feira no Palácio da Cidade. “Há um profundo desestímulo da nossa parte”.

Também será proibido estacionar nas ruas de Copacabana e nas vias de acesso ao bairro a partir das 18h do dia 30. As linhas de ônibus para Copacabana terão seu itinerário alterado a partir das 20h do dia 31 de dezembro e não entrarão no bairro. A partir das 19h do dia 31, apenas táxis com passageiros com comprovante de trabalho, residência ou hospedagem ou automóveis de uso pessoal poderão entrar no bairro. Às 22h, o bloqueio passará a ser total, e só quem estiver a pé poderá entrar em Copacabana.

O prefeito disse que a realização do evento foi permitida pelo comitê científico da cidade e que o Rio tem registrado aglomerações constantes na praia em fins de semana de sol e calor. “Tinha mais gente podendo ir à praia no domingo passado do que vai conseguir ir à Praia de Copacabana na noite de réveillon“.

Ômicron


Paes informou que os números sobre a pandemia contabilizados pela Secretaria Municipal de Saúde ainda não indicam um novo aumento de casos após o início do verão, as celebrações de Natal e os primeiros casos confirmados da variante Ômicron no Brasil. Apesar disso, ele prevê que esse aumento deve ocorrer.

“É inevitável que tenhamos um aumento do número de casos, não sei se na proporção dos países desenvolvidos, que se vacinaram menos e vivem o inverno, em que erceiro mandato, destacando que os maiores desafios foram o controle da pandemia de covid-19, o reequilíbrio fiscal, a melhora da prestação de serviços e a preparação da cidade para o futuro. Paes foi prefeito da cidade do Rio de Janeiro entre 2009 e 2017, e voltou ao cargo neste ano após ter sido eleito em 2020.

Para o ano que vem, ele prometeu, entre outras ações, iniciar um projeto que pretende zerar a fila da regulação de leitos do município em 18 meses, investir R$ 600 milhões no recapeamento de vias, revitalizar 150 escolas e promover processo licitatório para a aquisição de 600 novos ônibus articulados para o BRT.

 

Fonte: ISTOÉ