Segunda-feira - 15:00 - EM CASA: Atleta e família chegam a terra natal uma semana após fuga da guerra na Ucrânia. Veja fotos e vídeos Abaixo

07 de março de 2022 · AM · Notícias em Geral

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EM CASA: atleta e família chegam a terra natal uma semana após fuga da guerra na Ucrânia


 


FORAM MOMENTOS DE MUITA TENSÃO EM TERRITÓRIO UCRANIANO COM MUITA GENTE FUGINDO DA GUERRA, E ALÍVIO DO OUTRO LADO DA FRONTEIRA, NA POLÔNIA. EM SANTANA DE CATAGUASES, O ACONCHEGO DA FAMÍLIA E AMIGOS. Nossa reportagem esteve na tarde deste domingo na cidade de Santana de Cataguases, Zona da Mata mineira, para entrevistar o jogador de futebol, Juninho, do clube Zória, de Lugansk, na Ucrânia, onde ele está há dois anos. Lembrando que antes de ir para o estrangeiro, jogou em clubes brasileiros como o Salgueiro-PE, Tupi-MG e outros, e só então foi primeiro para a Macedônia, onde ficou dois anos, e agora na Ucrânia, onde também está há dois anos.

 

 

 

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Família chega ao Brasil e à terra natal: alívio

A esposa Vitória relembra a fuga da guerra

Juninho aguarda definição e vai continuar jogando bola

Recuperando do susto e do desgaste físico e psicológico da fuga de uma semana da guerra, ele, a esposa Vitória e o filho, estão mais aliviados e curtindo a tranquilidade de sua terra natal, onde tem apoio de todos os familiares e amigos.

“Após passar pela Macedônia, eu tinha possibilidade de ir para outros países, mas escolhi a Ucrânia, os clubes lá tem mais visibilidade, o time que jogo é bom. Até então tínhamos vida normal, o país nos recebeu muito bem, fomos muito bem tratado, temos vários amigos lá, aqueles que nos acolheram, e agora estão passando por momento difícil e torcemos para que de tudo certo, pois muitas famílias sofrem com isso tudo”, disse Juninho.

“O que está acontecendo, vai haver mesmo a guerra? Nossos amigos ucranianos achavam que era apenas uma questão política, e de uma hora pra outra estourou a guerra. No dia, fomos dormir às 3h e às 5h nossos amigos nos ligaram. Não acreditávamos que iria acontecer e começou as sirenes tocar, toque de recolher, a cidade não era atacada, mas vimos toda esta movimentação, e corríamos para o banker (área protegida). Saímos com dificuldade da cidade onde morávamos rumo a fronteira e em certo momento o carro parou, não dava mais pra ir, uma fila gigante e ainda faltavam mais de 60 Km.

Com o atleta Juninho e o jornalista Marcelo Lopes

Nossa família (eu, Juninho e nosso filho no colo) e dois colegas fomos a pé, e nunca chegava, estava muito frio, no fim da tarde chegava a -4 graus, os postos de gasolina não deixavam ficar na sua área interna, e na madrugada temperatura poderia chegar a -11 graus. Tivemos que voltar para Lviv, se não iriamos morrer nesta situação. Foram dois dias na fronteira. Tentamos o trem, que estava marcado para 15h45 para atravessar para a Polônia, e foi cancelado, e mesmo assim entraria só mulher e crianças. Voltamos de novo para o hotel. No outro dia, conseguimos pegar o trem e fomos para o outro lado da fronteira, para Cracóvia (Polônia), um alívio. De lá partimos para Holanda, onde ficamos aguardando por 15 horas, e só depois o voo para o Brasil”, disse 2022/03/DSC_0045_707x471.jpg" sizes="(max-width: 707px) 100vw, 707px" srcset="https://www.silvanalves.com.br/portal/wp-content/uploads/2022/03/DSC_0045_707x471.jpg 707w, https://www.silvanalves.com.br/portal/wp-content/uploads/2022/03/DSC_0045_707x471-300x200.jpg 300w" alt="" width="707" height="471" />
A esposa Vitória relembra a fuga da guerra

Juninho aguarda definição e vai continuar jogando bola

Recuperando do susto e do desgaste físico e psicológico da fuga de uma semana da guerra, ele, a esposa Vitória e o filho, estão mais aliviados e curtindo a tranquilidade de sua terra natal, onde tem apoio de todos os familiares e amigos.

“Após passar pela Macedônia, eu tinha possibilidade de ir para outros países, mas escolhi a Ucrânia, os clubes lá tem mais visibilidade, o time que jogo é bom. Até então tínhamos vida normal, o país nos recebeu muito bem, fomos muito bem tratado, temos vários amigos lá, aqueles que nos acolheram, e agora estão passando por momento difícil e torcemos para que de tudo certo, pois muitas famílias sofrem com isso tudo”, disse Juninho.

“O que está acontecendo, vai haver mesmo a guerra? Nossos amigos ucranianos achavam que era apenas uma questão política, e de uma hora pra outra estourou a guerra. No dia, fomos dormir às 3h e às 5h nossos amigos nos ligaram. Não acreditávamos que iria acontecer e começou as sirenes tocar, toque de recolher, a cidade não era atacada, mas vimos toda esta movimentação, e corríamos para o banker (área protegida). Saímos com dificuldade da cidade onde morávamos rumo a fronteira e em certo momento o carro parou, não dava mais pra ir, uma fila gigante e ainda faltavam mais de 60 Km.

Com o atleta Juninho e o jornalista Marcelo Lopes

Nossa família (eu, Juninho e nosso filho no colo) e dois colegas fomos a pé, e nunca chegava, estava muito frio, no fim da tarde chegava a -4 graus, os postos de gasolina não deixavam ficar na sua área interna, e na madrugada temperatura poderia chegar a -11 graus. Tivemos que voltar para Lviv, se não iriamos morrer nesta situação. Foram dois dias na fronteira. Tentamos o trem, que estava marcado para 15h45 para atravessar para a Polônia, e foi cancelado, e mesmo assim entraria só mulher e crianças. Voltamos de novo para o hotel. No outro dia, conseguimos pegar o trem e fomos para o outro lado da fronteira, para Cracóvia (Polônia), um alívio. De lá partimos para Holanda, onde ficamos aguardando por 15 horas, e só depois o voo para o Brasil”, disse a esposa Vitória que é pernambucana da cidade de Salgueiro. Na sexta-feira (04) chegaram a Santana de Cataguases-MG (cidade próxima a Cataguases e Muriaé).


Praça principal de Santana de Cataguases

“Sentimento é o melhor possível, um alívio, é inexplicável ter a família esperando, está em casa, é nossa casa, onde nasci e vivo, temos os amigos e todos torcendo por nós. O futebol foi o que sempre sonhei para minha vida, é o sonho de minha família e de minha esposa, todos sonhamos juntos. Agora estamos aguardando a definição de como vai ficar lá. Tenho contrato com o clube até 2024”, disse o jogador.

Nossa reportagem esteve presente em Santana de Cataguases juntamente com o jornalista Marcelo Lopes, do Site Marcelo Lopes de Cataguases, a quem agradecemos pela parceria. 

 

 

Fonte: Silvan Alves