Quinta-feira - 20:27 - Tempestade subtropical pode trazer ondas de 4 metros ao RJ. Veja Abaixo
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Tempestade subtropical pode trazer ondas de 4 metros ao RJ.
A Marinha do Brasil emitiu alerta de ressaca, válido até as 21h desta sexta-feira (20), devido às fortes ondas que podem chegar a quatro metros na cidade do Rio de Janeiro. Na Praia do Leblon, Zona Sul, as ondas gigantes chegaram até o mirante, onde turistas e cariocas admiravam o fenômeno, mesmo sob risco alertado pelas autoridades.
O deslocamento do ciclone Yakecan pela costa brasileira, que ajudou a derrubar as temperaturas aqui no Rio e trouxe a madrugada mais fria do ano, deve provocar ainda ventos intensos no litoral. A previsão é de rajadas de até 75 km/h, principalmente nas praias da cidade.
O Centro de Operações Rio (COR), da prefeitura, recomenda que banhistas evitem o banho de mar e a prática de esportes dentro d’água. Além disso, é recomendado que não se permaneça em mirantes na orla e que pescadores evitem navegar. Em caso de algum acidente, a orientação é não entrar no mar para resgatar vítimas e acionar os bombeiros pelo telefone 193.
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Às 13h30, a cidade entrou em estágio de mobilização devido ao registro de rajada de vento forte na estação Marambaia (59,4 km/h), na última hora, e previsão de ventos fortes a muito fortes. De acordo com o Alerta Rio, até amanhã, dia 20, há previsão de aumento das rajadas de ventos, podendo ser muito forte (acima de 76 km/h) entre a tarde desta quinta e a madrugada de sexta.
O oceanógrafo David Zee explica a formação das ondas a partir da força do ciclone Yakecan.
— Esses ventos, de mais de 70 km/h, batendo na superfície do mar provocam atrito, que, por sua vez, transmite energia para formação das ondas. Se o ciclone passa perto do litoral, como é o caso, toda essa energia fica sem espaço físico para dissipar e fica concentrada, atingindo a costa. A linha de praia do Rio de Janeiro é da direção leste/oeste.
Quando os ventos vêm do sudoeste, eles empurram as ondas para o litoral e também acabam “empilhando” a água superficial. Dessa maneira, forma-se a maré meteorológica a partir da pressão do vento que empurra a água em direção ao Rio de Janeiro.
A Prefeitura do Rio está monitorando o nível da Lagoa Rodrigo de Freitas durante esse período de ressaca. Ocorreu extravasamento em dois pontos: na altura do Parque dos Patins e do Corte de Cantagalo, afetando trechos da ciclovia. Equipes da prefeitura fizeram uma ação de desassoreamento preventivo no canal do Jardim de Alah, na quarta-feira (18), para minimizar os possíveis impactos.
Previsão do tempo é de mais mínimas bem baixas
O céu com poucas nuvens e o sol desde cedo pode enganar os cariocas sobre a volta das altas temperaturas. A cidade registrou recorde de ano nessa madrugada, com 11,5 graus na Vila Militar, na Zona Oeste, às 4h, na estação do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet).
O frio foi intenso ainda em outros pontos do estado, com destaque para o Parque Nacional de Itatiaia, com a temperatura que desceu para 2,4 graus negativos durante a madrugada, e sensação térmica de 10,4 graus negativos.
Já entre as estações do sistema Alerta Rio, da prefeitura, a menor temperatura foi de 14,4 graus, no Alto da Boa Vista, na Zona Norte do Rio, às 3h15. A tendência para o Rio nos próximos dias é de mínimas ainda bem baixas, mas não deve haver novos recordes, segundo o Climatempo.
Ainda assim, a previsão é de que as mínimas na cidade do Rio fiquem abaixo dos 19 graus até o dia 27. As máximas também não devem ultrapassar os 25 graus.O aumento gradual das temperaturas se dará devido afa -feira), a mínima será de 13 graus a 14 graus e máxima de 22 graus, assim como hoje. No sábado começa a melhorar, com temperaturas mais amenas, mais ainda baixas. A tendência é de alta para os próximos dias. A consequência dessa massa de ar ainda continua, mas sem previsão de novos recordes, mantendo em torno de 12 graus. O frio perde força quando ela começa a caminhar em direção ao oceano, mais próximo do fim de semana — explica a meteorologista Carine Gama.
As informações são do Extra.