Terça-feira - 21:59 - Especialistas em Segurança Pública criticam operação policial com dezenas de mortos na Vila Cruzeiro. Veja Abaixo
Venha para Drogaria Central! E não se esqueça, a Drogaria Central agora tem duas lojas, uma na Assis Ribeiro e outra na Av. Cardoso Moreira, antiga Drogaria Modelo.
Especialistas em Segurança Pública criticam operação policial com dezenas de mortos na Vila Cruzeiro.
Especialistas em Segurança Pública ouvidos pelo EXTRA criticam a operação conjunta do Batalhão de Operações Especiais (Bope) da Polícia Militar e da Polícia Rodoviária Federal (PRF) na Vila Cruzeiro, Complexo da Penha, na Zona Norte do Rio. Segunda operação policial mais letal da história do estado, a ação desta terça-feira deixou ao menos 22 mortos, entre eles uma moradora da região.
Ex-secretário nacional de Segurança Pública, José Vicente da Silva diz que "há muito o que ser investigado, principalmente pelo Ministério Público".
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE:
RMS INTERNET INFORMA: Ligue: 3823-7503 - 9-9988-8332
— Me parece que os discursos vêm como justificativas do momento. Se no primeiro momento o que causava mais estranheza era a PRF, então envolvem uma justificativa que era roubo de carga, numa forçação muito grande de barra. Outra hora se fala que eram 50 criminosos de outros estados, chamando a questão para o âmbito nacional. Isso é campo da suposição, não há nenhum vestígio desses 50. As autoridades têm que demonstrar que não foi a ação não foi sobre uma suposição.
O ex-chefe da PM no Rio chama atenção ainda para a não apresentação até agora de investigação policial por trás dessa operação:
— A gente sabe que a PRF e a PM são essencialmente polícia preventiva, para patrulhamento ostensivo. O trabalho de investigação policial, portanto, é da PF e da Civil. Em tese, são esses atores que deveriam estar contribuindo mais. O que temos na Vila Cruzeiro é inteligência entre aspas, que não se traduz em resultados de inteligência. Pelo contrário, o que estamos vendo são improvisados que se refletem em ações improvisadas.
Ele também comentou a morte da cabeleireira Gabrielle Ferreira da Cunha, de 43 anos, moradora inocente morta em sua própria casa, na Chatuba.
— Também há a interrupção brutal da vida de uma mulher jovem que deixa filha de 16 anos. É um custo muito alto para dizer que a operação foi bem sucedida, que apreendeu nove fuzis — afirma ele, acrescentando que armas continuarão chegando aos traficantes da favela se não houver investigação e ações sobre o fornecimento delas.
Fonte: Extra