Quinta-feira - 08:49 - MPRJ faz operação para prender 11 PMs acusados de torturar e extorquir criminosos. Veja Abaixo
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MPRJ faz operação para prender 11 PMs acusados de torturar e extorquir criminosos.
O Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ) realiza, nesta quinta-feira, a “Operação Mercenários”, para prender 11 policiais militares integrantes de organização criminosa voltada para os crimes de corrupção, tortura, peculato e concussão — quando um funcionário público usa o cargo para obter vantagens indevidas. Além de cumprir 35 mandados de busca e apreensão, entre eles na casa do tenente-coronel André Araújo de Oliveira, comandante do 15º BPM (Duque de Caxias), e do chefe do Serviço Reservado (P2) do batalhão, o capitão Anderson Santos Orrico. Até o momento, sete agentes foram presos.
Os agentes também sequestravam e extorquiam criminosos, mediante tortura e pagamento de resgate. Segundo o Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), quatro dos denunciados exigiram cerca de R$ 1 milhão em propina do chefe do tráfico do Cantagalo/Pavão-Pavãozinho, identificado como Leonardo Serpa, o Léo Marrinha, para não prendê-lo em uma operação.
Léo Marrinha morreu em maio de 2020 durante uma operação conjunta das Polícias Militar e Civil no Complexo do Alemão, Zona Norte do Rio. Na ocasião, outros 12 criminosos também foram mortos.
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Foram apreendidos armas, munições, radiocomunicadores e joias na residência do subtenente Antônio Carlos dos Santos Alves, lotado no 15º BPM (Caxias). Os agentes encontraram R$ 96 mil na casa do capitão Anderson Orrico.

Mario Paiva Saraiva, Antônio Carlos dos Santos Alves e Denilson Sardinha integram o GAT do 15º BPM (Caxias). O Gaeco está cumprindo mandados de busca e apreensão nos endereços vinculados aos dois primeiros objetivando obter provas acerca da participação deles nos crimes denunciados.
A operação é realizada em parceria com a Corregedoria da Polícia Militar. Os mandados de prisão e busca e apreensão foram expedidos pelo Juízo da Auditoria Militar do Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro.
Fonte: O Dia

