Segunda-feira - 11:00 - Ministério Público faz nova ofensiva contra chefões do jogo do bicho. Veja abaixo
Adilsinho, o anfitrião de uma festa luxuosa no Copacabana Palace, foi o primeiro a cair. Depois, na sequência, vieram as prisões de Bernardo Bello, Rogério de Andrade — que está foragido — e Piruinha. Em menos de um ano, o Ministério Público do Rio de Janeiro (MP-RJ) enviou para a cadeia quatro chefões do jogo do bicho, em um enfrentamento que não se via desde a Operação Furacão, deflagrada por forças federais em 2007.
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O novo tornado lançado contra o jogo do bicho tem origem na sede do MP-RJ, onde funciona o Grupo de Atuação Especial no Combate ao Crime Organizado (Gaeco). Vêm desta unidade especial, reconfigurada em janeiro de 2021, as ações que acossam a contravenção e caminham na direção de outros grupos criminosos no Estado do sputa de pontos de caça-níqueis e jogo do bicho, ele voltou ao Brasil no domingo passado, após ser solto por decisão do Superior Tribunal de Justiça.
No mês passado, as algemas do Gaeco foram atrás do bicheiro Rogério de Andrade, acusado pela Operação Calígula de comandar um esquema de jogatina clandestina com a benevolência de delegados e outros agentes públicos. Na mesma ação, a delegada Adriana Belém foi presa com quase R$ 2 milhões em espécie escondidos em casa. Mas, desta vez, o alvo principal, que estava na Costa Rica, conseguiu escapar e se encontra foragido.
Na última das quatro ações, o Gaeco prendeu há duas semanas um dos mais folclóricos personagens da velha guarda da contravenção, José Caruzzo Escafura, o Piruinha. Com fama de bonachão e bolsos sempre cheios de dinheiro, para distribuir à comunidade, ele é investigado pelo assassinato de Natalino José do Nascimento Espíndola, conhecido como Neto, dono de uma loja de carros, em julho do ano passado, em Vila Valqueire.
Aos 93 anos, Piruinha entrou no camburão da Polícia com um sorriso no rosto. Questionados por causa da idade avançada do contraventor, os promotores alegaram que, se o preso teve discernimento para empreender atos criminosos, também pode responder criminalmente por eles.
O desafio do Gaeco, na linha de ações contra a contravenção, é mostrar o que levou os bicheiros presos desde 2021 a agir livremente até as suas prisões.
Fonte: Extra.
