Sábado - 12:00 - Dengue tipo 2: Rio tem aumento de 300% no número de casos até o início de junho. Veja abaixo

11 de junho de 2022 · Vania Ribeiro · Notícias em Geral

O número de casos de dengue na cidade do Rio de Janeiro registrou um aumento de 304,53% de janeiro a 5 de junho deste ano em comparação com o mesmo período de 2021. Só em 2022, já foram contabilizados 2,678 casos. No ano passado, nestes mesmos meses, houve 662 ocorrências. Os dados são da Secretaria Municipal de Saúde (SMS).

Para o secretário municipal de Saúde, Rodrigo Prado, o cenário epidemiológico atual pode indicar, na verdade, que houve uma subnotificação dos casos em 2021.

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— A elevação na notificação de casos de dengue, em relação a períodos anteriores, pode ser causada por fatores como as condições ambientais favoráveis aos ciclos de reprodução do vetor, um aumento na circulação do sorotipo II na cidade e, sobretudo, na maior detecção de casos — e, como consequência, uma menor subnotificação. Para este último ponto, a retomada de ações de sensibilização e qualificação dos profissionais da atenção e vigilância da dengue em toda a rede de saúde do Rio foi imprescindível — diz Prado.

Em todo o estado, a situação também é preocupante. Segundo um levantamento da Secretaria de Estadual de Saúde (SES), divulgado no fim de maio, houve um aumento de 177,6% nos cinco primeiros meses deste ano comparados ao mesmo intervalo de 2021. O cenário mais alarmante é na capital, que tem taxa de transmissão de 42,37 por 100 mil habitantes.

— O levantamento mostra que não podemos descuidar da dengue. Precisamos ficar alerta para que não tenhamos uma epidemia em todo o estado no final deste ano, início do ano que vem. E a hora de agir é agora. O mosquito da dengue vive principalmente dentro das nossas casas, por isso é tão importante que todos dediquem 10 minutos por semana par mento de casos devido a Dengue tipo 2 aqui na cidade do Rio de Janeiro, mas acontece que isso é a história natural da doença a cada quatro, cinco ou seis anos. Há varios anos que a gente não tem um surto de dengue aqui na capital e nem no estado, então já estaria na época desse aumento acontecer — conta Chebabo.

Ainda de acordo com o infectologista, o avanço da dengue também é um fenômeno socioeconômico. Para Chebabo, o vírus se aproveita da desestruturação da cidade. Quanto maior a pobreza e a falta de saneamento, maior a facilidade de proliferação do aedes aegypti. Nos próximos meses, a previsão é de que esse cenário pode vir a piorar.

— A gente parou de ter ações de combate ao mosquito, principalmente durante a pandemia. Com isso, há um aumento da proliferação da doença na cidade. Acho que tem uma possibilidade grande de no próximo verão ter um aumento ainda maior de casos e é bastante provável que tenha uma epidemia. Claro que isso depende de condições climáticas, se vai ser um verão chuvoso ou não, mas essa possibilidade existe tanto no Rio de Janeiro como em todo Brasil — diz o infectologista.

Fonte: Extra.