Quarta-feira - 09:55 - 'Abrigo é tudo na vida de quem quer viver', diz morador de rua; procura aumentou 27% no Rio. Veja abaixo
Cristiano Costa de Moura, de 50 anos, foi uma das pessoas em situação de rua que aceitou ser encaminhada para um abrigo municipal por causa das baixas temperaturas na cidade. Ele que costumava dormir na Avenida Presidente Vargas, perto da Candelária, no Centro, e na noite de segunda-feira deu entrada na Unidade de Reinserção Social Haroldo Costa, na Taquara. Segundo Cristiano, que há nove anos vive nas ruas, mesmo agasalhado, com as temperaturas no Rio chegando perto dos 10 graus é impossível se proteger do frio e não adoecer dormindo nas calçadas.
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— Não tem como você se proteger do ar gelado que você respira, da umidade. Junta isso com o vento, com os carros passando, com a poluição, com a chuva…não tem como. Logo vem a irritação na garganta, a tosse. Sem contar que, o que a rua te oferece? Um papelão e uma coberta que você encontra ou recebe de doação. Mesmo assim, se for um edredom muito pesado você não consegue carregar e acaba sendo levado por outros ou para o lixo” — descreve Cristiano.

Parceiros da sociedade civil também recebem doações: Rio Scenarium (Rua do Lavradio, 20, Centro), SindRio (Sindicato de Bares e Restaurantes do Rio - Praça Olavo Bilac, 28, 17. andar), Maguje (Rua Jardim Botânico, 1003, Jockey Club) e Mercado São Sebastião (Rua do Arroz, 90, Penha Circular).
Fonte: Extra