Segunda-feira - 18:26 - 'Doutora, me tira daqui', pediu paciente de cirurgião preso a delegada. Veja Abaixo
“Doutora, pelo amor de Deus, me tira daqui”. Foram essas as palavras que uma paciente — que estaria internada em cárcere privado no Hospital Santa Branca, em Duque de Caxias, na Baixada Fluminense — pediu na última sexta-feira à delegada Fernanda Fernandes, titular da Delegacia de Atendimento à Mulher (Deam) de Duque de Caxias. De acordo com a Polícia Civil, a vítima está na unidade há cerca de dois meses após ser operada pelo dono e médico do local. O equatoriano Bolivar Guerrero Silva, de 63 anos, foi preso em flagrante nesta segunda-feira (18) quando fazia uma abdominoplastia na unidade.
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— Esse apelo fez com que a gente se preocupasse. Além disso, o que chamou a atenção foi a negativa da unidade em fornecer o prontuário médico. A situação que encontramos a vítima também nos preocu o necessário e que ela não poderia receber alta médica. Ele lembrou ainda que a mulher estava com uma acompanhante, e por isso não pode se configurar cárcere privado.
Por isso, a delegada vai solicitar um pedido do Instituto de Criminalística Carlos Eboli (ICCE).
— Não sabemos ainda a real situação do médico. Não sabemos como é seu real estado de saúde. Pedimos com urgência o prontuário para alegar a gravidade, porque ela dizia sofrer caso de risco e eles não passaram — destacou a delegada. — Ele (o cirurgião) negou e disse que ela estava lá porque ela queria e que a unidade estava prestando toda a assistência. Mas, não bate com o depoimento da vítima, que disse que pedia a transferência e chegou a até entrar na justiça — destaca delegada.
A polícia apura se a mulher passou por oito cirurgias e quer saber onde essas operações aconteceram.
— Ela foi induzida a fazer várias cirurgias — disse Fernanda Fernandes.
Antes da prisão de Bolívar, os parentes da mulheres conseguiram uma liminar na justiça para a transferência dele. Entretanto, a medida não foi cumprida. Agora, com uma nova determinação da justiça, eles aguardam o local para onde ela será transferida.
— Vamos registrar todos os boletins de ocorrência das vítimas.
Fonte: Extra

