Quarta-feira - 18:04 - ABI pede apuração rigorosa e punição dos culpados pela morte de Luiz Carlos Gomes. Veja Abaixo

17 de agosto de 2022 · AM · Notícias em Geral

A Associação Brasileira de Imprensa (ABI) reforçou, nesta segunda-feira (15), o pedido para que as investigações sobre o assassinato do jornalista e empresário Luiz Carlos Souza Gomes, de 60 anos, sejam rápidas, rigorosas e apontem não só os assassinos, mas, especialmente, os mandantes. A ABI reafirmou, ainda, sua preocupação com o crescimento da violência contra jornalistas, no seu exercício profissional.

O jornalista foi morto a tiros na noite dessa sexta-feira (12), na localidade de São Pedro do Paraíso, em Italva. Ele era proprietário do periódico Tempo News e também apresentava um programa de rádio na Rádio Oásis FM, no município do Noroeste Fluminense. Luiz Carlos e a esposa, Cristina Rios, que é secretária de Cultura de Italva, saíam de um evento. Eles já estavam no carro quando, segundo testemunhas, dois homens chegaram em um moto e atiraram no jornalista. Ainda de acordo com testemunhas, foram pelo menos 10 tiros. Cristina não ficou ferida. A Associação de Imprensa Campista (AIC) lamentou a morte, cobrou respostas e demonstrou preocupação com o aumento de casos de violências contra profissionais da comunicação.

Nas redes sociais, Cristina chegou a publicar uma mensagem na madrugada deste sábado (13), após ter mudado a sua foto do perfil para mensagem de luto: "Meu coração está doendo muito, com marcas que nunca cicatrizarão no meu coração! Meu Amor, descanse em paz”.

 

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Em seu perfil na redes sociais, no qual Luiz Carlos divulgava matérias da versão on-line do 'Tempo New', a última matéria publicada foi sobre um curso de qualificação para artesão de Italva e região. No seu último programa de rádio, nessa quinta-feira (11), além de um entrevista com a ex-prefeito de São João da Barra Carla Machado (PT), ele anunciou que seriam abordadas questões relacionadas ao caso dos "pagamentos secretos" da Ceperj.

A polícia ainda não divulgou as linhas de investigação do crime.

AIC lamenta morte e demonstra preocupação com a violência

"A Associação de Imprensa Campista lamenta, presta solidariedade à família e espera que a Justiça dê respostas para esse caso, como tantos outros", resumiu o presidente da AIC, Wellington Cordeiro.

Ele ainda observou que, até o momento, não se tem informações sobre a linha de investigação, mas que a violência contra profissionais do jornalismo em todo o país registra alta:

Os dados da Fenaj (Federação Nacional dos Jornalistas) estão aí justamente para apontar essa triste realidade. A gente se preocupa demais quando isso acaba chegando próximo. Esperamos que a polícia dê respostas, não só para que a família tenha um retorno, do que aconteceu realmente, mas, também, para toda a sociedade. Um crime contra um jornalista é um crime contra a democracia, principalmente se for comprovado que tenha sido uma execução por intolerância, por perseguição, algo que, infelizmente, tem ocorrido em vários municípios brasileiros.

Para Wellington, o desprezo pelos jornalistas demostrado pelo "poder federal", encoraja que seus seguidores façam o mesmo. "Até mesmo por isso, tem esse crescimento na violência contra os jornalistas e muitas vezes acontece por questão de perseguição, para calar o profissional. Quando há um jornalismo investigativo, por exemplo, acaba se abrindo essas brechas para ter mudado a sua foto do perfil para mensagem de luto: "Meu coração está doendo muito, com marcas que nunca cicatrizarão no meu coração! Meu Amor, descanse em paz”.

 

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Em seu perfil na redes sociais, no qual Luiz Carlos divulgava matérias da versão on-line do 'Tempo New', a última matéria publicada foi sobre um curso de qualificação para artesão de Italva e região. No seu último programa de rádio, nessa quinta-feira (11), além de um entrevista com a ex-prefeito de São João da Barra Carla Machado (PT), ele anunciou que seriam abordadas questões relacionadas ao caso dos "pagamentos secretos" da Ceperj.

A polícia ainda não divulgou as linhas de investigação do crime.

AIC lamenta morte e demonstra preocupação com a violência

"A Associação de Imprensa Campista lamenta, presta solidariedade à família e espera que a Justiça dê respostas para esse caso, como tantos outros", resumiu o presidente da AIC, Wellington Cordeiro.

Ele ainda observou que, até o momento, não se tem informações sobre a linha de investigação, mas que a violência contra profissionais do jornalismo em todo o país registra alta:

Os dados da Fenaj (Federação Nacional dos Jornalistas) estão aí justamente para apontar essa triste realidade. A gente se preocupa demais quando isso acaba chegando próximo. Esperamos que a polícia dê respostas, não só para que a família tenha um retorno, do que aconteceu realmente, mas, também, para toda a sociedade. Um crime contra um jornalista é um crime contra a democracia, principalmente se for comprovado que tenha sido uma execução por intolerância, por perseguição, algo que, infelizmente, tem ocorrido em vários municípios brasileiros.

Para Wellington, o desprezo pelos jornalistas demostrado pelo "poder federal", encoraja que seus seguidores façam o mesmo. "Até mesmo por isso, tem esse crescimento na violência contra os jornalistas e muitas vezes acontece por questão de perseguição, para calar o profissional. Quando há um jornalismo investigativo, por exemplo, acaba se abrindo essas brechas para a violência. Quando você descobre casos de injustiças ou até criminais, o jornalista acaba sofrendo represália, no intuito de calar".

Fonte: Folha 1