Quinta-feira - 08:26 - Planilhas apreendidas na operação Calígula indicam propina pagas a delegacias e batalhões do Rio. Veja Abaixo

18 de agosto de 2022 · AM · Notícias em Geral

Planilhas apreendidas na Operação Calígula indicam um grande esquema de pagamento de propina para delegacias e batalhões.

As listas foram encontradas em aparelhos eletrônicos apreendidos há três meses na operação Calígula e somam mais de R$ 750 mil.

Segundo a Justiça, as mídias contêm arquivos complexos – e de cifras milionárias – com sérios indicativos de serem direcionadas ao controle de jogos de azar.

As planilhas têm pagamentos periódicos a diversos órgãos das polícias Civil e Militar.

Uma delas cita as delegacias do Tanque (41ªDP), da Taquara (32ªDP), da Praça Seca (28ªDP) e do Recreio dos Bandeirantes (42ªDP). Cita também especializadas, como as delegacias da Mulher (Deam), de Defraudações, Homicídios, Combate às Drogas (Decod), Crimes de Informática (DRCI), de Apoio ao Turismo (Deat) e de Atendimento ao Idoso (veja na imagem acima).

A lista também cita os batalhões da PM de Jacarepaguá, Rocha Miranda e Recreio dos Bandeirantes.

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O repasse mensal chega a quase R$ 130 mil.

Delegado Marcos Cipriano, preso na Operação Calígula, teve pedido de liberdade negado — Foto: Reprodução

Delegado Marcos Cipriano, preso na Operação Calígula, teve pedido de liberdade negado — Foto: Reprodução

Uma segunda planilha detalha outros gastos da quadrilha. o maior valor é com segurança: R$ 167 mil.

Para a Justiça, esses novos arquivos mostram o alinhamento da quadrilha com diversos órgãos responsáveis pela segurança pública no estado – tudo por meio de atos de corrupção sistémica – e que existem outros possíveis integrantes da quadrilha que não foram alvo da operação.

O documento também destaca que as planilhas são de períodos anteriores e que não estão relacionadas às atuais gestões de delegacias e batalhões de polícia.

A operação Calígula foi realizada no início de maio para prender uma quadrilha ligada ao jogo do bicho e a caça-níqueis, que seria chefiada pelo bicheiro Rogério Andrade e pelo filho dele, Gustavo Andrade.

Eles estavam foragidos, mas foram presos no início do mês em uma casa em Itaipava.

Segundo as investigações, pai e filho abriram várias casas de apostas e bingos pela cidade do Rio. Uma delas era administrada pelo policial militar reformado Ronnie Lessa, preso denunciado pela mortes da vereadora Marielle Franco e do motorista dela, Anderson Gomes.

Os investigadores dizem que Ronnie Lessa era quem fazia a ponte entre Rogerio e Gustavo com policiais civis e militares que recebiam propina para facilitar a prática dos jogos ilegais.

Pedido de liberdade negado a delegado

Como os dois delegados presos: Marcos Cipriano e Adriana Belém.

A defesa de Cipriano pediu novamente à Justiça a revog "Link no Texto" data-track-links="">As planilhas têm pagamentos periódicos a diversos órgãos das polícias Civil e Militar.

Uma delas cita as delegacias do Tanque (41ªDP), da Taquara (32ªDP), da Praça Seca (28ªDP) e do Recreio dos Bandeirantes (42ªDP). Cita também especializadas, como as delegacias da Mulher (Deam), de Defraudações, Homicídios, Combate às Drogas (Decod), Crimes de Informática (DRCI), de Apoio ao Turismo (Deat) e de Atendimento ao Idoso (veja na imagem acima).

A lista também cita os batalhões da PM de Jacarepaguá, Rocha Miranda e Recreio dos Bandeirantes.

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O repasse mensal chega a quase R$ 130 mil.

Delegado Marcos Cipriano, preso na Operação Calígula, teve pedido de liberdade negado — Foto: Reprodução

Delegado Marcos Cipriano, preso na Operação Calígula, teve pedido de liberdade negado — Foto: Reprodução

Uma segunda planilha detalha outros gastos da quadrilha. o maior valor é com segurança: R$ 167 mil.

Para a Justiça, esses novos arquivos mostram o alinhamento da quadrilha com diversos órgãos responsáveis pela segurança pública no estado – tudo por meio de atos de corrupção sistémica – e que existem outros possíveis integrantes da quadrilha que não foram alvo da operação.

O documento também destaca que as planilhas são de períodos anteriores e que não estão relacionadas às atuais gestões de delegacias e batalhões de polícia.

A operação Calígula foi realizada no início de maio para prender uma quadrilha ligada ao jogo do bicho e a caça-níqueis, que seria chefiada pelo bicheiro Rogério Andrade e pelo filho dele, Gustavo Andrade.

Eles estavam foragidos, mas foram presos no início do mês em uma casa em Itaipava.

Segundo as investigações, pai e filho abriram várias casas de apostas e bingos pela cidade do Rio. Uma delas era administrada pelo policial militar reformado Ronnie Lessa, preso denunciado pela mortes da vereadora Marielle Franco e do motorista dela, Anderson Gomes.

Os investigadores dizem que Ronnie Lessa era quem fazia a ponte entre Rogerio e Gustavo com policiais civis e militares que recebiam propina para facilitar a prática dos jogos ilegais.

Pedido de liberdade negado a delegado

Como os dois delegados presos: Marcos Cipriano e Adriana Belém.

A defesa de Cipriano pediu novamente à Justiça a revogação da prisão preventiva do delegado, mas o pedido foi negado pelo juiz Bruno Monteiro Ruliére, da 1ª Vara Criminal Especializada da Comarca da Capital.

Fonte: G1