Sexta-feira - 08:57 - Entenda os motivos que levaram Gabriel Monteiro a ser cassado no Rio. Veja Abaixo
O ex-policial e youtuber Gabriel Monteiro não é mais vereador da cidade do Rio de Janeiro. Ele teve seu mandato cassado nesta quinta-feira (18), depois de uma votação no plenário da Câmara, por quebra de decoro parlamentar.
Uma série de acusações pesavam sobre Monteiro, como as de assédio sexual, moral e tentativa de estupro. Gabriel Monteiro também é acusado de intimidações, agressões e de cometer crimes contra menores de idade.
As acusações foram investigadas pelo Conselho de Ética da Câmara, e também pela Justiça. Ao todo, sete pontos ajudaram a desabonar a conduta do agora ex-vereador. São eles:
1 - Filmagem de cenas de sexo com menor
Filmagem e armazenamento de vídeo em que Gabriel Monteiro pratica sexo com uma adolescente de 15 anos, tendo sido comprovado pelo Conselho de Ética que o vereador tinha ciência da idade da vítima – fato que configura, em tese, o crime sexual previsto no art. 240, caput, do Estatuto da Criança e do Adolescente.
2 - Exposição vexatória de crianças
Exposição vexatória de crianças, por meio da divulgação de vídeos manipulados em situação de vulnerabilidade para fins de enriquecimento e promoção pessoal.
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Vereador e youtuber Gabriel Monteiro é acusado de usar conteúdo fake em vídeos postados na internet
3 - Exposição vexatória de pessoas em situação de rua
Exposição vexatória, abuso e violência física contra pessoa em situação de rua, por meio de pseudo experimento social com a finalidade de enriquecimento e promoção pessoal.
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4 – Assédio moral e sexual contra assessores do seu mandato
Assessores do gabinete de Gabriel denunciaram que ele os expunha a situações vexatórias com a exibição de partes íntimas do seu corpo, exigência de que os assessores também se exibissem ou se deixassem filmar em situação de nudez.
Exposição vexatória, abuso e violência física contra pessoa em situação de rua, por meio de pseudo experimento social com a finalidade de enriquecimento e promoção pessoal.
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4 – Assédio moral e sexual contra assessores do seu mandato
Assessores do gabinete de Gabriel denunciaram que ele os expunha a situações vexatórias com a exibição de partes íntimas do seu corpo, exigência de que os assessores também se exibissem ou se deixassem filmar em situação de nudez.
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Gabriel Monteiro e seus assessores e ex-assessores — Foto: Reprodução/TV Globo
5 – Perseguição a vereadores para retaliação ou promoção pessoal
Uma denúncia versava que gabinetes de vereadores haviam sido grampeados com escutas para a descoberta de situações em que os parlamentares pudessem ser ameaçados.
6 – Uso de servidores em sua empresa privada
Utilização de servidores de seu gabinete parlamentar para a atuação em sua empresa privada – fato que constitui, em tese, o crime de peculato previsto no art.312 do CP.
7 – Denúncia de estupro
Denúncias contundentes de estupro por 4 mulheres que relatam o mesmo modus operandi.
Relembre o caso
Ex-funcionários do vereador Gabriel Monteiro relataram episódios de assédio moral e sexual, agressões físicas e afirmaram que alguns de seus vídeos postados em redes sociais foram forjados.
As denúncias foram feitas em uma reportagem do Fantástico, exibida no dia 27 de março. No mês seguinte, a TV Globo teve acesso a novas denúncias de estupro contra o parlamentar. Três mulheres diferentes, com histórias parecidas de relacionamentos consentidos que acabaram em violência.
Em maio, o vereador Gabriel Monteiro passou à condição de réu depois que a Justiça aceitou a denúncia feita em abril pelo Ministério Público (MPRJ) por filmagem feita por ele de relações sexuais com uma adolescente.
O MP narra que os dois trocaram mensagens e que, em determinado momento, Gabriel convidou a adolescente para ir à mansão dele, num condomínio de luxo na Barra da Tijuca, na Zona Oeste do Rio.
Também de acordo com a promotoria, passados cinco meses desde o primeiro encontro, o parlamentar usou o próprio celular para filmar a adolescente enquanto eles tinham relações sexuais.
Ainda em abril, Gabriel Monteiro foi alvo de uma operação da Polícia Civil para investigar justamente o vazamento de vídeos íntimos com uma adolescente.
Réu em outro processo
No final de junho, o MPRJ também denunciou o vereador por importunação sexual e assédio sexual. No dia 5 de julho, a Justiça aceitou a denúncia e Gabriel também se tornou réu nesse processo.
Nesse caso, a investigação apurava os possíveis crimes de assédio sexual e importunação sexual contra a ex-assessora do parlamentar Luiza Caroline Bezerra Batista, de 26 anos.
Na denúncia, a promotora Lenita Machado Tedesco cita que a ex-assessora era constantemente constrangida a participar de vídeos modificados, "não podendo deles reclamar", uma vez que era ameaçada de demissão.
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Gabriel Monteiro na saída de depoimento na 42ªDP (Recreio dos Bandeirantes) na tarde desta quinta-feira (7) — Foto: Raoni Alves/ g1
