Quarta-feira - 19:11 - Veja o que é #FATO ou #FAKE na sabatina de Cláudio Castro para O Globo, Extra, Valor e CBN. Veja Abaixo
A entrevista do governador Cláudio Castro (PL) encerrou nesta quarta-feira a série de encontros com os três principais postulantes ao governo do Rio de Janeiro produzida pelos jornais O Globo, Extra, Valor e a rádio CBN. O candidato Rodrigo Neves (PDT) abriu a sabatina na segunda-feira, enquanto Marcelo Freixo (PSB) foi o entrevistado desta terça-feira.
Castro foi entrevistado pelos jornalistas Carlos Andreazza (CBN/O Globo), Ancelmo Gois (O Globo), Bernardo Mello Franco (O Globo), Flávia Oliveira (O Globo), Francisco Góes (Valor Econômico) e Berenice Seara (Extra / CBN).
A equipe do Fato ou Fake checou algumas das principais declarações de Cláudio Castro (PL). Leia: “O Ministério Público já disse que não houve chacina.(...) Das 13 ações do Jacarezinho, 10 já foram arquivadas”.
A declaração é #FATO. Veja por quê: O promotor Mateus Picanço, do Ministério Público do Rio de Janeiro, afirmou, em entrevista coletiva em 15 de outubro de 2021, que não classificava como chacina a operação no Jacarezinho em que 28 pessoas morreram, em maio daquele ano, considerada a mais letal da história do Rio. “Não chamaria [a operação] de chacina, nem de sucesso”, disse Picanço. Com relação às investigações do MP, 10 das 13 foram arquivadas. Segundo o coordenador da força-tarefa, André Luís Cardoso, no entanto, o MP pode pedir o desarquivamento em até 20 anos caso surjam novas informações que possam reabrir as investigações de cada caso. “O menor índice de homicídios dolosos dos últimos 31 anos. Tem menos homicídios dolosos no Rio de Janeiro hoje que em 1991.”A declaração é #FATO. Veja por quê: Segundo o Instituto de Segurança Pública (ISP-RJ), houve 3.245 assassinatos no estado em 2021, o menor número da série histórica, iniciada em 1991. No ano passado, foram 3.245 assassinatos. O segundo menor dado é de 2020, quando ocorreram 3.544 homicídios dolosos. No entanto, especialistas indicam que essa queda dos últimos dois anos pode estar relacionada à redução na circulação de pessoas causada pela pandemia.
“Hoje nós temos o terceiro melhor salário (da polícia) do Brasil”.
A declaração é #FAKE. Veja por quê: No Anuário de Segurança Pública de 2022 não consta a remuneração líquida por patente da Polícia Militar do Rio de Janeiro porque o governo não informou o valor ou não disponibilizou os dados de forma agregada em seu Portal da Transparência. Ainda assim, se considerado o valor médio bruto (R$ 10.354,28) informado no Anuário, ele não chega ao terceiro maior no Brasil. Na frente do Rio estão Goiás (R$ 11.928,33), DF (R$ 11.861,64), Tocantins (R$ 11.775,82), Roraima (R$ 11.174,75), Amazonas (R$ 10.470,13) e Mato Grosso (R$ 10.424,11).
“Na última renegociação, reduzimos R$ 16 bilhões a dívida. Foi mais do que a Cedae”.
#NÃOÉBEMASSIM. Veja o porquê: O Estado do Rio de Janeiro fechou, em junho deste ano, um novo acordo para adesão ao Regime de Recuperação Fiscal (RRF). Na época, o acordo foi necessário para evitar que o Estado pagasse imediatamente dívidas vencidas — relativas à primeira adesão ao RRF, em 2017 — que chegavam a R$ 24 bilhões. O acordo fechado este ano permite ao Estado escalonar uma dívida de R$ 148,1 milhões. Este ano, o Rio terá que pagar R$ 1,6 bilhão.
Ou seja, o acordo evitou um pagamento de R$ 24 bilhões e o trocou por um desembolso de R$ 1,6 bilhão, uma redução de mais de R$ 22 bilhões, até maior que os R$ 16 bilhões citados por Castro. Esse valor de R$ 16 bilhões — R$ 16,3 bilhões para ser mais exato — é o montante que terá que ser desembolsado no último ano do acordo, em 2031.
O leilão dos 4 blocos de distribuição de água e serviço de esgoto da Cedae, no ano passado, rendeu o total de R$ 24,89 bilhões. Na primeira parte do leilão, no primeiro semestre de 2021, foram arrematados três blocos por R$ 22,69 bilhões, sendo que R$ 14,478 bilhões caberiam ao Estado. Ou seja, Castro acertou ao dizer que uma redução de R$ 16 bilhões na dívida representaria mais que o valor arrecadado pelo Estado com a venda dos serviços da estatal.
“Nos últimos 15 meses, a gente teve mais empregos que nos últimos 10 anos”.
A declaração é #FATO. Veja por quê: Segundo dados do CAGED (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados), nos últimos 15 meses (maio de 2021 a julho de 2022), o estado do Rio de Janeiro teve um saldo positivo de 259.419 empregos. Já nos últimos 10 anos, 2011 a 2020, o saldo de empregos no Rio foi negativo, de -96.706 empregos.
“O ano que eu peguei (início da gestão), o déficit era de R$ 3 bilhões”.
A declaração é #FAKE. Veja por quê: Então vice-governador, Cláudio Castro assumiu o governo do Rio de Janeiro em agosto de 2020 após afastamento de Wilson Witzel por suspeita de corrupção. Naquele ano, o déficit previsto era de R$ 10,6 bilhões e não de R$ 3 bilhões como disse o candidato. No ano seguinte, o saldo negativo apresentado na Lei Orçamentária foi de R$ 20,3 bilhões. Conforme dados da Secretaria do Tesouro Nacional, o Rio fechou 2020 com Superávit de R$ 2,62 bilhões. Em 2021, o resultado orçamentário (superávit) foi de R$ 13,75 bilhões.
“Comprei 21 mil câmeras corporais, agora compramos 35 drones”.
A declaração é #FATO. Veja por quê: No final do ano passado, o governo do Rio de Janeiro apresentou o programa de instalação de câmeras corporais para policiais. Foram adquiridas 21,5 mil câmeras para 13 órgãos estaduais, como forças de segurança e de fiscalização.
Mais recentemente, o governo estadual anunciou a compra de 35 drones para o setor de segurança pública. A ideia é que essa tecnologia ajude em operações policiais e fiscalizações em presídios, principalmente.
"O próprio Grupo Globo noticiou uma notícia excepcional: que nós atingimos um dígito (na taxa de desemprego) depois de muitos anos. Então hoje o índice é de 9,8%. Também nós já não somos, como foi dito ontem pelo Marcelo Freixo — foi uma fake news dele — o estado com a maior taxa [de desemprego]. Já não somos mais".
#NÃOÉBEMASSIM. Veja por quê: A taxa de desemprego de 9,8% a que Cláudio Castro referiu-se é um dado da cidade do Rio de Janeiro, e não do estado. Com relação à capital fluminense, a taxa voltou ao patamar de um dígito depois de seis anos. O levantamento é do Boletim Econômico de 2022, da Secretaria Municipal de Desenvolvimento Econômico, Inovação e Simplificação (SMDEIS) com base na Pnad Contínua do IBGE. A respeito da declaração do candidato Marcelo Freixo, ele disse que "ninguém quer uma experiência de quem colocou o Rio de Janeiro num dos piores índices de desemprego" e não o “estado com a maior taxa”, como afirma Castro. S os por R$ 22,69 bilhões, sendo que R$ 14,478 bilhões caberiam ao Estado. Ou seja, Castro acertou ao dizer que uma redução de R$ 16 bilhões na dívida representaria mais que o valor arrecadado pelo Estado com a venda dos serviços da estatal.
“Nos últimos 15 meses, a gente teve mais empregos que nos últimos 10 anos”.
A declaração é #FATO. Veja por quê: Segundo dados do CAGED (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados), nos últimos 15 meses (maio de 2021 a julho de 2022), o estado do Rio de Janeiro teve um saldo positivo de 259.419 empregos. Já nos últimos 10 anos, 2011 a 2020, o saldo de empregos no Rio foi negativo, de -96.706 empregos.
“O ano que eu peguei (início da gestão), o déficit era de R$ 3 bilhões”.
A declaração é #FAKE. Veja por quê: Então vice-governador, Cláudio Castro assumiu o governo do Rio de Janeiro em agosto de 2020 após afastamento de Wilson Witzel por suspeita de corrupção. Naquele ano, o déficit previsto era de R$ 10,6 bilhões e não de R$ 3 bilhões como disse o candidato. No ano seguinte, o saldo negativo apresentado na Lei Orçamentária foi de R$ 20,3 bilhões. Conforme dados da Secretaria do Tesouro Nacional, o Rio fechou 2020 com Superávit de R$ 2,62 bilhões. Em 2021, o resultado orçamentário (superávit) foi de R$ 13,75 bilhões.
“Comprei 21 mil câmeras corporais, agora compramos 35 drones”.
A declaração é #FATO. Veja por quê: No final do ano passado, o governo do Rio de Janeiro apresentou o programa de instalação de câmeras corporais para policiais. Foram adquiridas 21,5 mil câmeras para 13 órgãos estaduais, como forças de segurança e de fiscalização.
Mais recentemente, o governo estadual anunciou a compra de 35 drones para o setor de segurança pública. A ideia é que essa tecnologia ajude em operações policiais e fiscalizações em presídios, principalmente.
"O próprio Grupo Globo noticiou uma notícia excepcional: que nós atingimos um dígito (na taxa de desemprego) depois de muitos anos. Então hoje o índice é de 9,8%. Também nós já não somos, como foi dito ontem pelo Marcelo Freixo — foi uma fake news dele — o estado com a maior taxa [de desemprego]. Já não somos mais".
#NÃOÉBEMASSIM. Veja por quê: A taxa de desemprego de 9,8% a que Cláudio Castro referiu-se é um dado da cidade do Rio de Janeiro, e não do estado. Com relação à capital fluminense, a taxa voltou ao patamar de um dígito depois de seis anos. O levantamento é do Boletim Econômico de 2022, da Secretaria Municipal de Desenvolvimento Econômico, Inovação e Simplificação (SMDEIS) com base na Pnad Contínua do IBGE. A respeito da declaração do candidato Marcelo Freixo, ele disse que "ninguém quer uma experiência de quem colocou o Rio de Janeiro num dos piores índices de desemprego" e não o “estado com a maior taxa”, como afirma Castro. Segundo a Pnad Contínua divulgada no último dia 12, referente ao segundo trimestre de 2022, a taxa de desocupação no estado do Rio foi de 12,6%. No país, neste mesmo período, o maior índice de desemprego foi registrado na Bahia (15,5%), seguido de Pernambuco (13,6%), Sergipe (12,7%), e Rio de Janeiro em quarto lugar.
Fonte: Extra