Quarta-feira - 09:34 - Mesmo após nova política, Facebook e Instagram ainda autorizam anúncios com fake news sobre urnas e eleições brasileiras. Veja Abaixo
Mesmo após anunciar no dia 16 de agosto que passaria a proibir anúncios “questionando a legitimidade desta eleição”, a Meta, empresa controladora do Facebook e Instagram, segue autorizando a veiculação de anúncios com desinformação sobre o processo eleitoral brasileiro. O alerta parte de duas fontes: um levantamento feito pelo NetLab, laboratório vinculado à Escola de Comunicação da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), e um novo teste da organização internacional Global Witness, que detectou novamente falhas no sistema de moderação da plataforma ao submeter peças com mensagens falsas sobre o pleito.
A promessa da Meta de combater desinformação eleitoral, no mês passado, ocorreu após um levantamento do NetLab, divulgado pelo GLOBO, contabilizar ao menos 21 anúncios com fake news e ataques ao processo eleitoral brasileiro, boa parte deles publicados por então pré-candidatos, e de um relatório da Global Witness informar que a empresa não agiu para barrar a publicação de dez anúncios no Facebook com mensagens falsas sobre as eleições brasileiras criados pela organização.
Um novo levantamento do NetLab encontrou outros sete anúncios com alegações explícitas de fraudes e ataques às urnas eletrônicas feitos por apoiadores do presidente Jair Bolsonaro, em uma análise nos últimos 15 dias de agosto, mesmo após o anúncio da Meta. Os dados foram levantados por meio da API da biblioteca de anúncios da plataforma, que permite a captura das informações de forma automatizada.
Todos os anúncios foram removidos na última terça-feira após a Meta ser questionada pelo GLOBO sobre a liberação das postagens patrocinadas que descumpriam suas regras. Entre os responsáveis pelas publicações, estão dois candidatos nos pleitos deste ano: Doutor Milton, que concorre a deputado estadual no Rio pelo Republicados, e o deputado federal Gurgel (PL/RJ), que tenta a reeleição.
Não foi possível verificar se as postagens com desinformação sobre o processo eleitoral foram financiadas com recu elo processo de verificação de anúncios – uma requisito para qualquer conta que publique conteúdo relacionado a eleições”, enfatizou a Global Witness. Procurada, a Meta não comentou o teste feito pela organização internacional.
Fonte: Extra