Terça-feira - 19:53 - Nave conseguiu alterar órbita de asteroide a 11 milhões de quilômetros de distância, afirma Nasa. Veja Abaixo

11 de outubro de 2022 · AM · Notícias em Geral

A agência espacial dos EUA (Nasa) anunciou nesta terça-feira que a missão para alterar a órbita de um asteroide usando uma nave foi bem sucedida, em uma iniciativa que é considerada um marco nos planos para proteger a Terra de objetos vindos do espaço.

Em entrevista coletiva, o diretor da Nasa, Bill Nelson, confirmou que o impacto da sonda espacial Dart (“dardo” em inglês e sigla em para Teste de Redirecionamento de Asteroide Duplo), no dia 26 de setembro, reduziu o tempo de órbita do asteroide Dimorfo em torno de um asteroide maior, Dídimo, em 32 minutos — pelos planos iniciais, a missão seria considerada um sucesso se essa redução fosse de pelo menos 10 minutos.

Pela primeira vez, a Humanidade mudou a órbita de um objeto planetário — afirmou a diretora da Divisão de Ciência Planetária da Nasa, Lori Glaze.

O choque, acompanhado ao vivo a 11 milhões de quilômetros de distância, foi o ápice de mais de cinco anos de estudos, desenvolvimento de protótipos e uma longa viagem da nave de 570 kg, com o tamanho de uma geladeira, que tinha uma missão “kamikaze”: atingir Dimorfo, uma rocha de 160 metros de diâmetro, a cerca de 20 mil km/h, e alterar sua órbita.

 

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Os dois asteroides não representam perigo imediato à Terra, mas foram apontados pela Nasa como ideais para testar a tecnologia de deflexão, que altera a órbita dos objetos, ao invés de destruí-los, algo recorrente em filmes de catástrofe de Hollywood.

— Esse é um momento decisivo para a defesa planetária, e é um momento determinante para a Humanidade — afirmou Bill Nelson. — Nós demonstramos ao mundo que a Nasa é séria como uma defensora deste planeta.

O impacto e a confirmação da modificação da órbita servirão como base para novos estudos sobre tecnologias de proteção contra corpos celestes potencialmente perigosos para o planeta. Em 2024, uma sonda da Agência Espacial Europeia será lançada para anal deflexão, que altera a órbita dos objetos, ao invés de destruí-los, algo recorrente em filmes de catástrofe de Hollywood.

— Esse é um momento decisivo para a defesa planetária, e é um momento determinante para a Humanidade — afirmou Bill Nelson. — Nós demonstramos ao mundo que a Nasa é séria como uma defensora deste planeta.

O impacto e a confirmação da modificação da órbita servirão como base para novos estudos sobre tecnologias de proteção contra corpos celestes potencialmente perigosos para o planeta. Em 2024, uma sonda da Agência Espacial Europeia será lançada para analisar a área de impacto da Dart em Dimorfo, oferecendo dados sobre a massa, composição interna e estrutura de asteroides do tipo.

Além disso, agências espaciais de todo o mundo vêm intensificando os investimentos em programas de monitoramento de asteróides: até hoje, os cientistas identificaram 95% dos corpos celestes com mais de 1 km de diâmetro, capazes de provocar uma extinção em massa na Terra, mas mapearam apenas 40% das rochas com 140 metros ou mais de diâmetro, que poderiam ter o mesmo impacto de uma bomba atômica.

 

Fonte: Extra