Terça-feira - 14:05 - Criança de 2 anos morta em Aracaju (SE) sofria 'abuso sexual reiterado', diz delegada; mãe e padrasto estão presos. Veja Abaixo

18 de outubro de 2022 · WM · Notícias em Geral

A diretora do DHPP da Polícia Civil de Sergipe, delegada Juliana Alcoforado, forneceu, nesta terça-feira, detalhes da investigação sobre a morte de um menino de 2 anos, ocorrida no dia 7 de outubro deste ano. A criança havia dado entrada no Hospital Fernando Franco, na Zona Sul de Aracaju, e não resistiu. O padrasto e a mãe estão presos.

De acordo com Juliana, o padrasto confessou o crime:

 

Admitindo não apenas a violência física, que foi a causa da morte, mas também admitindo o abuso sexual reiterado. Ele está preso temporariamente e será solicitada a conversão (da prisão) em preventiva.

 

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Já a mãe da criança permaneceu em silêncio.

— No depoimento inicial, antes de ela ser presa, foi no sentido de que a criança apresentava lesões pelas constantes quedas que teria sofrido. Diante desse relato, optamos por aguardar o laudo do IML (Instituto Médico-Legal) que trouxe a causa da morte — afirmou a delegada.

Juliana ressaltou que a criança passava por constantes agressões e vinha sofrendo lesões repetidas ao longo dos meses:

— A educação era muito hostil. Naquele dia (quando o menino morreu) a criança já teria sido agredida fisicamente pela mãe, e o padrasto deu mais um golpe, levando a criança a não responder mais.

Segundo a delegada a investigação apontou que a mãe sabia o que acontecia com o filho.

— Está muito claro e não há dúvidas de que a mãe não somente participava das agressões físicas contra a criança, mas tinha visualizado os sinais da agressão sexual, a partir do corpo da vítima agressões e vinha sofrendo lesões repetidas ao longo dos meses:

— A educação era muito hostil. Naquele dia (quando o menino morreu) a criança já teria sido agredida fisicamente pela mãe, e o padrasto deu mais um golpe, levando a criança a não responder mais.

Segundo a delegada a investigação apontou que a mãe sabia o que acontecia com o filho.

— Está muito claro e não há dúvidas de que a mãe não somente participava das agressões físicas contra a criança, mas tinha visualizado os sinais da agressão sexual, a partir do corpo da vítima, e não tomou providência quanto a isso — frisou a policial.

Ela disse, ainda, que solicitou acompanhamento para um irmão do menino morto:

— Diante de todo o relato de violência, vamos adotar as medidas de proteção. Solicitamos acompanhamento ao Conselho Tutelar e tudo o que for necessário está sendo providenciado para que a criança receba todo o aparato do estado.

Laudo do IML


O diretor do IML, Victor Barros, disse que, após o hospital alertou para a possibilidade de o menino ter sido abusado sexualmente, os técnicos fizeram uma análise minuciosa do corpo da vítima:

— Nós nos debruçamos de fato no exame dessa criança e, além da dilatação, observamos vários outros sinais que afirmamos categoricamente que a criança já vinha sendo vítima desse abuso.

Fonte: Extra.