Quarta-feira - 11:38 - Um Brasil dividido em plena ressaca eleitoral e com grandes desafios. Veja Abaixo
Vivemos tempos de transição, entre um governo que patinou na pandemia (Jair Bolsonaro) e, mesmo assim, foi muito bem votado dia 30 último. E outro, também com votação popular intensa e apoio da maioria da classe artística, intelectuais e do chamado centro-democrático, mas agora responsável pelos destinos da Nação (dividida) pelos próximos quatro anos.
A primeira tarefa para o vencedor, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), será encarar o risco de vulnerabilidade externa. Afinal, sabemos todos que as turbulências cambiais nos países de moeda não conversível, como o Brasil, geram sempre graves consequências fiscais e monetárias domésticas, face à assimetria fundamental do sistema monetário-financeiro global e a função de reserva do dólar (perigoso agente de fuga para a liquidez) submetendo a moeda nacional aos ditames da política monetária americana.
Também a recessão internacional deprecia o preço das commodities e reduz ganhos de exportação dos alimentos, petróleo e minério de ferro
Outra tarefa, não menos importante, é a questão da consolidação fiscal, incluindo já no orçamento de 2023, a promessa de campanha de reajustar a tabela do Imposto de Renda, garantir o Auxílio Brasil integral e o reajust as de caráter claramente antidemocrático) que pipocam nas ruas gerando acirramento das tensões, e ainda, um adensamento das bancadas ultraconservadoras no Congresso Nacional.
Neste contexto, o grupo vencedor precisa evitar a formação de uma conjuntura conhecida como “tempestade perfeita”, que vai cobrar das classes populares a conta salgada de um desarranjo político insolúvel, com implicações econômicas, políticas e sociais muito negativas. Oxalá o bom senso e a defesa da brasilidade predominem!
Fonte: Portal Viu