Quinta-feira -19:53 - Professor de história elogia nazismo e é afastado de escola em SC. Veja Abaixo
Um professor de história da rede estadual de Santa Catarina foi afastado do cargo em Imbituba, no Litoral Sul catarinense, após defender o nazismo em um grupo de troca de mensagens na web (veja acima). O diálogo foi registrado em uma captura de tela e repercutiu nas redes sociais nesta semana.
No grupo privado, o homem proferiu uma série de falas em apologia ao nazismo, como “sou super fã de Hitler” e “sempre quis ser nazista”.
Em seguida, foi questionado por outro membro se era favorável a mandar eleitores do PT a uma câmara de gás. “Sem dúvidas, irmão. E eu é que queria ser o cara responsável por expelir o gás”, respondeu.
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Conforme as imagens, o homem foi alertado durante a conversa sobre os crimes que estava cometendo, mas ignorou os avisos. Um dos membros do grupo escreveu que o denunciaria. Outro homem escreveu: “Imaginem um cara desse como professor de história dos filhos de vocês, galera. Disso eu tenho medo”.
Quem faz gestos nazistas pode ser preso pelo crime de racismo, no Brasil, e cumprir pena de reclusão. A punição é resultado da lei 7.716/1989, que tem penalidade específica para uso de símbolos ligados ao nazismo (detalhes no final da matéria).
A Polícia Civil informou, nesta quinta-feira (3), que instaurou inquérito para investigar o caso. Um processo administrativo também foi instaurado pelo governo do estado para apurar a conduta do professor.
A reportagem tentou contato com o Partido dos Trabalhadores (PT), mas não teve retorno até a última atualização da matéria.
Investigação
O delegado Juliano Bessa, responsá ca que o racismo pode ser julgado e sentenciado a qualquer momento, não importando quanto tempo já se passou desde a conduta.
Inicialmente, não havia menção ao nazismo na legislação, que era destinada principalmente ao combate do racismo sofrido pela população negra.
Apenas em 1994 e 1997 foram incluídas as referências explícitas ao nazismo, por projetos de lei apresentados por Alberto Goldman e Paulo Paim.
As informações são do g1.