Quarta-feira - 17:08 - Moraes se reúne com comandantes das PMs e discute ampliar parceria com TSE nas próximas eleições. Veja Abaixo
Comandantes das polícias militares de 24 estados e do Distrito Federal se reuniram nesta quarta-feira com o presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Alexandre de Moraes. No encontro, debateram a ampliação da parceria entre a Justiça Eleitoral e órgãos de segurança pública realizada durante as eleições deste ano para as próximas disputas eleitorais.
O encontro, marcado desde a semana passada, ocorre em meio a bloqueios realizados por manifestantes que não aceitam a derrota do presidente Jair Bolsonaro (PL) no segundo turno das eleições.
Na conversa, o ministro fez um balanço dos trabalhos das polícias durante as eleições, e agradeceu ao trabalho das forças na contenção dos bloqueios nas rodovias e nos protestos feitos por militantes bolsonaristas. Uma decisão de Moraes logo após as eleições reforçou a autorização para que a PM atuasse, uma vez que a Polícia Rodoviária Federal, responsável por fiscalizar as estradas federais, vinha sendo acusada de leniência com os manifestantes.
Comandantes das polícias militares de três estados não participaram da reunião: o coronel Hudson Leôncio Teixeira, do Paraná; coronel Marcelo Pontes, de Santa Catarina; e o coronel Alarico José Pessoa Azevedo Júnior, do Rio Grande do Norte.
Durante o encontro, chefes das polícias estaduais elogiaram uma resolução do TSE que restringiu o transporte de armas por CACs, sigla que significa caçadores, atiradores e colecionadores. A medida teve como justificativa o aumento de episódios de violência política, com a morte de apoiadores dos dois candidatos à Presidência após discussões por motivação eleitoral.
Entre os aspectos para a ampliação da parceria com o TSE, os comandantes das polícias sugeriram uma previsão orçamentária para auxílio às polícias militares durante as eleições e a fiscalização da não utilização de telefones celulares por detectores de metais. Também foi sugerido a presença de um coronel da PM nos núcleos de inteligência dos Tribunais Regionais Eleitorais e a possibilidade da mudança de local de votação que sejam considerados críticos.
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