Sexta-feira - 21:52 - Médico é preso por homicídio culposo por dormir e não atender paciente que morreu no Hospital Federal do Andaraí. Veja Abaixo

02 de dezembro de 2022 · WM · Notícias em Geral

O médico urologista Arthur Vinícius de Andrade foi preso, nesta sexta-feira, por homicídio culposo após não atender a paciente de câncer Elisângela Souza de Almeida, de 45 anos. Ela morreu depois de aguardar mais de cinco horas por atendimento no Hospital Federa do Andaraí, na Zona Norte do Rio. Ele foi preso, e acabou liberado horas mais tarde após pagar fiança de R$ 10 mil. Arthur Vinícius vai responder por homicídio culposo. O EXTRA mostrou nesta semana que os hospitais federais do Rio passam por uma crise com 455 leitos fechados e reduziram internações em 18%.

 

O médico Arthur Vinícius de Andrade Cesar — Foto: Reprodução
O médico Arthur Vinícius de Andrade Cesar — Foto: Reprodução

Em depoimento na delegacia, um dos policiais militares que atenderam a ocorrência relatou que ao chegar no hospital recebeu os relatos da família da paciente sobre a demora no atendimento. Os familiares disseram que chegaram à unidade por volta de 0h30 com Elisângela vomitando sangue. Arthur Vinícius teria dito que o Hospital do Andaraí não tinha atendimento específico para ela. Porém, após insistência da família, ele pediu um exame de sangue, que ficou pronto duas horas depois. Mas, cerca de 1h30 sem atendimento após o resultado, a família pediu ajuda à PM.


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Ao chegar ao hospital, os policiais foram tentar ouvir o médico sobre os fatos. Primeiro, o PM pediu para uma enfermeira chamá globo" data-id="11174336">


Ao chegar ao hospital, os policiais foram tentar ouvir o médico sobre os fatos. Primeiro, o PM pediu para uma enfermeira chamá-lo, mas ela não retornou. Por volta das 5h, ao ir ao alojamento dos médicos procurar o urologista, o policial encontrou Arthur Vinícius dormindo. Ao ser questionado pelo policial, o urologista afirmou que outra médica iria atender a paciente. A profissional tomou conhecimento do caso e pediu uma tomografia para avaliar Elisângela.





Após o pedido do exame e o atendimento da médica, os agentes iriam embora. Quase embarcando na viatura, no entanto, foram chamados novamente pela família de Elisângela, pedindo auxílio porque ela voltara a passar mal e estava vomitando sangue. Ao chegar no local da tomografia, os policiais flagraram diversos profissionais prestando assistência à paciente, com exceção de Arhur Vinícius. Com a piora, os profissionais a levaram para uma outra sala, onde também estava o urologista. Após o fato, a médica e Arhur Vinícius comunicaram a morte de Elisângela para a família.

Elisângela, que deixou marido e duas filhas, estava tratando um câncer de laringe e passou mal na noite da última terça-feira. Ela foi levada para a UPA de Nilópolis mas, como a unidade não possuía profissionais capacitados para atendê-la, a família a levou para o Hospital Municipal Souza Aguiar, onde a mesma justificativa foi dada, e depois para o Hospital do Andaraí, que é federal. Em nota. a secretaria municipal de Saúde do Rio afirmou que ela foi atendida pelo Centro (emergência clínica do complexo hospitalar do Souza Aguiar) e foi prescrito medicação e exames para o quadro de emergência. No entanto, a paciente, segundo a SMS, deixou a unidade à revelia, sem aguardar a conclusão dos exames.


Fonte: Extra.