Segunda-feira - 14:57 - Vacina para chikungunya mantém proteção após um ano e aval será solicitado nos EUA ainda neste ano. Veja Abaixo

05 de dezembro de 2022 · WM · Notícias em Geral

A vacina para chikungunya desenvolvida pelo laboratório francês Valneva em parceria com o Instituto Butantan manteve os níveis de anticorpos para a doença um ano após a aplicação, anunciou a farmacêutica nesta segunda-feira.

Os dados somam-se a outros de fase 3, última etapa dos estudos clínicos, já divulgados pela empresa, que deve completar o pedido para aprovação pela Food and Drug Administration (FDA), agência reguladora dos Estados Unidos, ainda neste ano. Caso receba o sinal verde, o imunizante em dose única será o primeiro no mundo para a prevenção da doença transmitida pelo mosquito Aedes Aegypti.

 

Em 2021, no Brasil, foram cerca de 96 mil casos de chikungunya, segundo o Ministério da Saúde. Apesar de a mortalidade ser baixa, com menos de 50 registros no ano, o vírus provoca dores intensas no corpo. Além disso, em mais de 50% dos casos a dor nas articulações (artralgia) se torna crônica, podendo persistir por anos.

 

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE:


 

CAFÉ LUANA É BOM DEMAIS !!! Assista ao vídeo Abaixo:


 

 

 

 

Para induzir a produção das defesas e evitar o quadro, a nova vacina, chamada VLA1553, utiliza o vírus atenuado, ou seja, enfraquecido. Com isso, ele não consegue se replicar e infectar o organismo, mas é suficiente para que o sistema imunológico o reconheça e crie anticorpos e células de defesa para eventualmente combatê-lo.


Em Janeiro de 2021, a Valneva firmou uma parceria com o Instituto Butantan, em São Paulo, que contempla o desenvolvimento, a fabricação e a venda do imunizante. Isso possibilita que a vacina, cas ais jovens e com mais de 65 anos.


“Estamos entusiasmados com esses dados de 12 meses, que estão de acordo com o que vimos em nossa leitura anterior no sexto mês e fortalecem as possibilidades de induzir uma resposta duradoura de anticorpos com nossa vacina candidata contra chikungunya. Estamos ansiosos para concluir a apresentação do pedido à FDA e, potencialmente, para mudar a vida das pessoas. Se nossa vacina experimental for aprovada, estamos confiantes de que ela pode ajudar a enfrentar essa grande, crescente e não atendida ameaça à saúde pública”, disse o diretor médico da Valneva, Juan Carlos Jaramillo, em comunicado.


Além do monitoramento desse grupo durante um período de cinco anos, o imunizante será avaliado ainda entre adolescentes de 12 a 17 anos. Essa etapa dos estudos será conduzida no Brasil, pelo Instituto Butantan. São 10 centros de pesquisa espalhados pelo país, e a expectativa é de que sejam recrutados 750 participantes.



Fonte: Extra.