Quinta-feira - 21:48 - Abrigo clandestino é fechado em Itapemirim; Idosos eram agredidos e estuprados. Veja Abaixo

02 de fevereiro de 2023 · WM · Notícias em Geral

A Polícia Civil – PC fechou, na manhã desta quarta-feira, 01, mais um abrigo clandestino em Itapemirim. Desta vez, a casa funcionava na Rua Alda Ozório, número 161, em Itaoca, estava com seis pacientes com deficiência intelectual – psiquiátricos, sendo uma mulher e cinco homens. Todos sem medicamentos prescritos por médicos. Alguns remédios foram encontrados, eram para combater a hipertensão e diabetes, mas não foi explicado quem fazia uso dos mesmos. Este é o segundo abrigo fechado em 15 dias em Itapemirim.
A casa foi fechada e o cuidador, de 38 anos, responsável pelo local, foi preso em flagrante por maus tratos e participação no estupro, por omissão, poderá responder; baseado no Art. 13 do Código Penal, uma vez que a vítima é doente e o autor também, são incapazes. Ele tinha responsabilidade e a guarda deles, assegurou o delegado Djalma Pereira Lemos.

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É nesse final de Semana em Itaperuna e na semana que vem será em Natividade.


 

 



A interna foi encaminhada a exames e foi constatada violência sexual, encaminhada ao Serviço Médico Legal – SML de Cachoeiro de Itapemirim. A delegada responsável pela Delegacia da Mulher em Itapemirim dará seguimento as investigações.


A Reportagem acompanhou os trabalhos da Polícia Civil (PCES), com a participação de servidores da Vigilância Sanitária e das secretarias de Ação Social e Saúde do município, além de profissionais de apoio do Centro de Referência Especializado da Assistência Social (Creas). No abrigo que foi denunciado por vizinhos, constataram maus tratos, violência e alguns internos pediam comida e água no portão, enquanto acusado  curtia praia.



Pacientes apanhavam


Pacientes relataram agressões e maus tratos. Nos quartos, colchões velhos e mal cheirosos, urinados, travesseiros sujos – velhos, manchados, roupas jogadas em armários sem portas. Na geladeira, um prato com trigo, água, uma Coca-Cola e duas garrafas de cerveja. Em cima do fogão, três panelas: uma com arroz, feijão e macarrão. Nada mais para o almoço desta quarta. Há relatos que, quando um interno pedia verdura, chegava a apanhar.


J. B contou ao jornal que não sabe há quanto tempo vivia no abrigo. Disse que, desde que foi para lá, nunca comeu uma fruta, uma verdura, ou um pedaço de carne. Às vezes, muito raramente, acrescentavam à comida: ovo, ou mortadela.




A Reportagem apurou que, o acusado, também atuava no abrigo fechado em Itaipava, no dia 17 de junho de 2021, próximo ao Caminho do Sítio. Na ocasião uma pastora foi presa e 19 pessoas com idades entre 33 a 99 anos viviam sem assistência de médicos, assistentes e enfermeiros.


A secretária de Assistência Social de Itapemirim, Maria Helena Espinelli Escovedo, acompanhou os trabalhos da Polícia e da sua equipe, juntamente com a Vigilância Sanitária. Ela lamentou muito a situação e disse que, nenhum paciente na casa era da kTitKO_pizNdEuxy8OxzN9WlIIGAQnuLw0mERvmA/w360-h640/59ecd8e2-4276-46bf-8136-ed735f296678-864x1536.jpeg" width="360" height="640" border="0" data-original-height="1536" data-original-width="864" />


A Reportagem apurou que, o acusado, também atuava no abrigo fechado em Itaipava, no dia 17 de junho de 2021, próximo ao Caminho do Sítio. Na ocasião uma pastora foi presa e 19 pessoas com idades entre 33 a 99 anos viviam sem assistência de médicos, assistentes e enfermeiros.


A secretária de Assistência Social de Itapemirim, Maria Helena Espinelli Escovedo, acompanhou os trabalhos da Polícia e da sua equipe, juntamente com a Vigilância Sanitária. Ela lamentou muito a situação e disse que, nenhum paciente na casa era da região de Itapemirim, Marataízes, Piúma, Anchieta. Todos de Cachoeiro e, mais uma vez, situação semelhante as duas já registradas no município. Casa de apoio, abrigo, lar de idosos sem alvará e sem profissionais capacitados para atuar como cuidadores. “A Vigilância Sanitária nos acionou para que pudéssemos vir e verificar a situação das pessoas que aqui vivem. A médica e uma enfermeira fizeram os atendimentos, fizemos contato com as famílias que foram resgatar. Um deles mais consciente foi ouvido pela polícia para tentar identificar exatamente o que acontecia aqui”.


Ressaltou a secretária que, é preciso ter cuidado com este tipo de abrigo. “Quando a gente faz uma denúncia de um lugar deste a gente está protegendo estas pessoas, não é ao contrário. Nós observamos que os internos e não estavam sendo bem cuidados, estão com sérias deficiências alimentares e de acomodação também. Quando a gente denuncia, não estamos fazendo mal, estamos fazendo bem para estas pessoas. As famílias precisam ter responsabilidades em cuidar dos seus. Precisamos que as famílias lembrem que carinho, talvez, seja o primeiro remédio que estas pessoas precisam tomar e não se encher de medicação forte que é o que acontece. Famílias, vamos cuidar dos nossos idosos, dos nossos deficientes intelectuais que precisam de cuidados”, frisou a secretária.



Fonte: Espírito Santo Notícias