Quarta-feira - 16:24 - Haddad trata Venezuela e Argentina como 'vizinhos complicados'. Veja Abaixo

15 de fevereiro de 2023 · AM · Notícias em Geral

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, afirmou, nesta quarta-feira (15), que o Brasil convive com "vizinhos complicados", ao citar a Venezuela e a Argentina, em razão dos problemas socioeconômicos. Na fala sobre a perspectiva brasileira, Haddad disse que, apesar de uma dívida pública na casa dos R$ 300 bilhões, o Brasil tem um cenário geopolítico favorável para avançar economicamente.

"Você tem aqui, no continente, vizinhos complicados: Venezuela, Argentina, com problemas econômicos graves, sociais graves", citou o ministro durante participação em painel do BTG Pactual. A frase foi dita para posicionar o Brasil em um cenário geopolítico mais favorável do que outros países. Ele mencionou, ainda, relações conturbadas da Europa com a Rússia e dos Estados Unidos com a China e as dificuldades enfrentadas pela Turquia e pela África do Sul.

O presidente Luiz Inácio Lula da Siva (PT) tem defendido a aproximação do Brasil com os países sul-americanos. Na Argentina, em janeiro, Lula defendeu a Venezuela, sob o comando do ditador Nicolás Maduro. "O Brasil vai restabelecer relações diplomáticas com a Venezuela", garantiu Lula. Na mesma viagem, também elogiou a situação econômica da Argentina, ao dizer que o país terminou 2022 em "situação privilegiada", sem levar em consideração que a inflação do país foi de 94,8% no ano, o maior nível desde outubro de 1991.

Na contramão, Haddad usou o exemplo negativo da Venezuela e da Argentina e afirmou que o Brasil está em destaque pela situação geopolítica confortável. "Você olha para o mapa-múndi e a nossa matriz energética, olha para o nosso potencial, olha para tudo. Está no jeito para resolver", defendeu o ministro.

Apesar do potencial mencionado, Haddad estimou que o país precisa lidar com uma dívida pública na casa dos R$ 300 bilhões. O déficit anunciado pelo governo, anteriormente, era de R ente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), diverge do posicionamento do governo. “Do jeito que está, não está bom. E, do jeito que era, estava pior. Precisamos de um caminho alternativo”, disse, e afirmou que a matéria precisa ser tratada “com a associação de grandes empresas, com o governo, advogados”.

Na fala, o ministro disse ter visto, por parte do Congresso, “gestos de boa vontade”, mas que é necessário, ainda, testar as primeiras votações. Haddad comentou a importância da aprovação da reforma tributária para “dissipar os riscos fiscais jurídicos que estamos vivendo no Brasil”. Afirmou, ainda, que antecipará o envio do novo arcabouço fiscal para março, um mês antes do prazo anteriormente estipulado pelo governo.

 

Fonte: R7