Sábado - 08:11 - Falência da GAS Consultoria foi pedida por advogado de Campos-RJ. Veja Abaixo

18 de fevereiro de 2023 · AM · Notícias em Geral

Um advogado de Campos, no Norte Fluminense, foi o responsável pelo pedido, aceito pela Justiça, de falência da GAS Consultoria Bitcoin, empresa de Glaidson Acácio dos Santos, investigado por crimes financeiros. Jansens Calil Siqueira afirma ter sido lesado no esquema de pirâmide atribuído ao Faraó dos Bitcoins.

Nesta quinta-feira (16), a juíza Maria da Penha Nobre Mauro, titular da 5ª Vara Empresarial do Rio, acatou o pedido e decretou a falência da empresa.

No final de abril de 2022, o processo foi encaminhado à Vara Cível da Comarca de Cabo Frio, na Região dos Lagos.

Nele, Siqueira afirmava ter investido R$ 1,15 milhão em contratos assinados entre janeiro e maio de 2021, nos quais a GAS Consultoria se comprometia a pagar-lhe rendimentos de 10% ao mês. No entanto, o juiz de Cabo Frio declinou a competência e encaminhou o pedido para a 5ª Vara Empresarial do Rio.

Segundo o advogado, agora, a Justiça começa a juntar a massa falida da empresa e identificar quem tem direito de receber o que foi investido.

“Haverá uma assembleia com os credores e vamos saber o real valor apreendido pela Justiça Federal, que no meu entendimento tem que enviar todo o valor apreendido para a Justiça do Rio. Eu tenho esperança de receber. Se não for 100% pelo menos uma porcentagem”, disse.

O desafio dos gestores da massa falida, liderados pelo Escritório Zveiter, será rastrear os ativos e ressarcir os credores, cuja dívida total está estimada em R$ 9,9 bilhões.

Glaidson precisa agora ser citado da decisão. A juíza Maria da Penha, ao tomar a decisão, levou em conta principalmente um relatório da Comissão de Valores Mobiliários (CVM). Produzido pela Superintendência de Registro de Valores Mobiliários, o documento diz que a GAS praticou operação fraudulenta no mercado.

Um dos itens imputados à empresa foi a promoção de oferta pública de valores mobiliários sem o registro previsto. Para atrair os clientes, Glaidson teria oferecido rendimentos fixos de 10% mensais sobre o valor investido.

Antes da falência, os advogados do ex-garçom tentaram a recuperação judicial da empresa, requerida no curso de uma ação civil pública movida pelo Procon-RJ.

Convencida de que não poderia aceitar a recuperação de uma empresa que operava na ilegalidade, a juíza optou por atender o pedido de falência.

As atividades da GAS estão suspensas pela Justiça Federal desde agosto do ano passado, quando Glaidson, a mulher, Mireles Zerpa, e outros sócios foram alvo da Operação Kriptos.

As investigações concluíram que, ao oferecer rendimentos muito acima da média do mercado, a GAS operava como pirâmide financeira sob as supostas aplicações em criptomoedas.

As informações são do g1.