Segunda-feira - 23:25 - Enfermeira morta em tiroteio em Magé sairia cedo de bloco para dar plantão no dia seguinte: 'Foi um salve-se quem puder'. Veja Abaixo

20 de fevereiro de 2023 · WM · Notícias em Geral

Morta após ser baleada durante um tiroteio na Praia de Mauá, em Magé, na Baixada Fluminense, na noite deste domingo, a enferm p-Image-2023-02-16-at-12.52.22.jpeg">

 

A técnica de informática Sabrina Bastos Figueiredo estava com o grupo no momento do tiroteio. Segundo ela, a família já curtiu o carnaval no local em outros anos, sem nenhuma ocorrência parecida.

– Foi um salve-se quem puder. Tudo muito rápido. Só depois que acabou que a gente foi identificar os baleados – lembra ela.

Sebastião Basílio, pai de Thalisson, chegou a passar a mal na manhã desta segunda em frente à emergência do hospital. Ele contou que o adolescente foi até o bloco com os irmãos.

– Não tem muita coisa para contar. Eu estava em casa quando recebi a notícia. Uma fatalidade. Ele saiu de casa para se divertir com os irmãos e aconteceu isso, fazer o quê? Infelizmente, ele estava no local errado e na hora errada. Ele falou para a mãe: "Fica tranquila, está tudo bem". Estou triste, coração despedaçado. Seu filho sai para se divertir e você recebe notícia de uma tragédia dessas. Graças a Deus ele está bem, mas pessoas tiveram perdas – disse Sebastião.

Discussão por banheiro

O caso está sendo investigado pela Delegacia de Homicídios da Baixada Fluminense (DHBF). De acordo com testemunhas, o tiroteio teve início após uma discussão entre um suspeito de integrar uma milícia que age na região e um policial civil que estava no local. O embate teria sido causado por divergências sobre o uso de um banheiro que atendia aos foliões no bloco.

Em meio à briga, Flávio Serafim da Silva Junior, de 40 anos, conhecido como Bu, teria sacado uma arma. Neste momento, o policial civil Rodolfo Paulo de Brito Santos, de 51 anos, empunhou a própria pistola, pertencente à corporação, dando início ao confronto à bala. Tanto o suspeito quanto o agente estão entre os internados.

Flávio tem passagens na polícia pelos crimes de receptação e lesão corporal no âmbito de violência doméstica e era considerado evadido do sistema prisional. Segundo relatos, ele passou a integrar um grupo paramilitar que atua em Magé. O suspeito recebeu voz de prisão em flagrante no hospital.

 

Fonte: Extra.