Quarta-feira - 17:35 - Elize Matsunaga adulterou documento para ‘limpar’ ficha criminal. Veja Abaixo
O atestado de antecedentes criminais usado por Elize Matsunaga, para que ela pudesse trabalhar em Sorocaba (SP), apresenta três adulterações. A informação foi detalhada pela Polícia Civil nesta terça-feira (28).
Elize foi condenada por matar e esquartejar o marido em 2012. Agora, ela é investigada também pelo crime de uso de documento falso.
O documento tinha mudanças no QR Code, na assinatura digital alfanumérica e no nome da pessoa a qual o documento pertencia e que não possuía registro de antecedentes.
“Ela pegou o atestado de um colega dela, da empresa, sobrepôs o nome dele aqui em cima”, explicou o delegado Acácio Leite, ao tratar do caso. “Deu uma borradinha aqui, no QR Code. E suprimiu dois números do alfanumérico”, conta.
“Nesses documentos que nós apreendemos, enviados para a perícia, foi feita a comprovação co ou que Elize será investigada pelo crime e que a empresa onde ela trabalhava em Sorocaba ainda não foi ouvida pelos policiais.
Segundo a polícia, o crime de uso de documentos falsos não cabe prisão e o juiz de Execuções é quem vai definir o futuro da ex-detenta.
No final do ano passado, Elize participou de um processo de contratação para uma empresa que atua em condomínios de Sorocaba.
De acordo com a investigação, Elize teria alterado os dados do documento de outro funcionário e o utilizado para ingressar em um dos condomínios onde prestava serviço, na região do bairro Wanel Ville, na zona oeste de Sorocaba.
Durante a operação nesta segunda-feira (27), dois atestados foram apreendidos e encaminhados para perícia. Após a perícia, ela poderá ser chamada novamente para depor.
De acordo com o delegado, Elize ficou por pelo menos dois meses em Sorocaba. Ela trabalhava na supervisão e contato com moradores em uma empresa de pintura, como “uma espécie de gerente”, e passou por pelo menos cinco condomínios em várias regiões da cidade.
Ainda segundo a Polícia Civil, Elize escolheu Sorocaba para trabalhar porque tem pessoas conhecidas na cidade, desde quando estava presa. No entanto, o quarto onde ela morava na cidade já está desocupado e a residência de Elize oficial, atualmente, é em Franca.
O que diz a defesa
O advogado de Elize, Luciano Santoro, manteve a versão da cliente, negando o uso de documento falso.
“Nem teria qualquer motivo para tanto, já que seu processo não transitou em julgado e ela poderia ter a certidão de antecedentes sem apontamentos”, explica.
Com informações do g1.