Quinta-feira - 11:33 - Contrariando promessas, Lula adota velhas práticas políticas para conseguir apoio no Congresso. Veja Abaixo

16 de março de 2023 · AM · Notícias em Geral

Contrariando promessas feitas na campanha eleitoral, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) começ ext-align: center;">Novo espaço especializado em Tratamento Terapêutico. ITA MED. Clique na imagem abaixo para falar com um atendente:

O senador governista Paulo Paim (PT-RS) disse desconhecer negociações em cima de liberação de emendas. "Não acredito que isso vá acontecer." O parlamentar espera uma "visão republicana", incluindo o repasse de verbas de forma igualitária. "Espero que a gente caminhe nesse sentido", completou.

Por outro lado, Paim reconheceu que o governo ainda costura apoio no Congresso. "A política é falar, dialogar para construir uma base mais sólida e é isso que o governo está fazendo. Quanto a quem vai assumir cargos, seja de primeiro, segundo ou terceiro escalão, faz parte dessa frente ampla que elegeu o presidente Lula", completou.


Denúncias



Parlamentares da oposição denunciam o movimento do governo para conseguir apoio no Legislativo. De acordo com parlamentares ouvidos pelo R7, quem mantiver apoio à CPMI dos atos de 8 de janeiro estará de fora da distribuição de R$ 13 milhões em emendas individuais neste ano. Indicações para cargos de segundo e terceiro escalões em estatais e entidades ligadas ao governo também entram na negociação.

De acordo com denúncia do deputado federal Ubiratan Sanderson (PL-RS), o governo Lula estaria articulando, só para a retirada de apoio da CPMI, R$ 60 milhões em emendas. "Em confirmando, vou buscar responsabilizar os envolvidos na prática de corrupção ativa e passiva", disse. A intenção é entrar com uma representação junto à Procuradoria-Geral da República (PGR).

O deputado federal Zé Trovão (PL-SC) também declarou suposta intimidação dos colegas recém-chegados. "Estão convocando os parlamentares novos até o Palácio do Planalto para intimidá-los. Quem não tirar a assinatura da CPMI não vai receber o dinheiro, que é um direito nosso para levar ao estado", declarou, na tribuna de imprensa da Câmara.

Segundo Trovão, ele foi um dos convidados para uma reunião. "Eles [governo] têm a cara de pau de querer coagir os novos deputados que chegaram à Casa", afirmou.

O presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), já alertou que o governo precisa negociar com "bom senso", pois, segundo ele, Lula nem sequer tem uma "base consistente" no Congresso. "Hoje, o governo ainda não tem uma base nem para matérias mais simples, quanto mais para matérias de quórum constitucional", disse Lira dias após a publicação da portaria.

A estimativa atual é que Lula tenha o apoio de aproximadamente 260 deputados. O número não é suficiente para aprovar uma proposta de emenda à Constituição (PEC), por exemplo, que exige 308 votos.

 

 

Fonte: R7